Neste primeiro editorial que escrevo como presidente da APO queria em primeiro lugar agradecer aos colegas que aceitaram concorrer a meu lado para os diferentes órgãos diretivos da Associação e ajudar a levar esta missão a bom termo. Também queria agradecer a todos os sócios que confiaram nesta lista diretiva e nos confiaram os seus votos.
 
Queria também prestar uma justa homenagem à direção anterior, que tão bem orientou a APO durante os 3 últimos anos e, especialmente, à Sra. Dra. Conceição Monteiro como sua presidente. Deixaram-nos um legado de competência e dedicação, colocando a fasquia num nível de excelência que dificilmente será ultrapassado, apesar das condições adversas que se vivem nestes tempos, particularmente nas relações com a indústria farmacêutica e com as empresas de dispositivos médicos, motivadas pelo enquadramento legal nacional e europeu que as regula.
 
Este enquadramento legal desfavorável condiciona de forma significativa o desenvolvimento de atividades formativas por parte das associações científicas e obriga a tomar precauções na sua organização. A primeira destas precauções é fugir da época alta da hotelaria, antecipando a realização do congresso nacional para fim de Março, início de Abril, e tentar distancia-lo da data do Congresso da SPORL que se realiza em Maio. Assim, o próximo Congresso Nacional da APO decorrerá de 26 a 28/3/2020.
 
Outro objetivo desta direção é ser mais abrangente nos temas a abordar nas reuniões científicas, tentando misturar a vestibulogia com a audiologia, com patologia otoneurológica central, não esquecendo as inovações científicas e os avanços tecnológicos mais recentes. Também a investigação científica será privilegiada por esta direção, tentando criar nos colegas mais novos o desejo de ir mais além no conhecimento e na inovação.
 
Outro dos objetivos desta direção é criar o “Dia da Audição” tentando chamar a atenção do público em geral sobre a importância social e relacional deste sentido, sobre os riscos da exposição ao ruÍdo profissional e recreativo e da importância da reabilitação precoce da surdez para a manutenção duma vida socialmente ativa e na prevenção da demência.
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia