A Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) desde a sua fundação em 1997, tem como objetivos promover aprendizagens, estimular o debate entre pares e divulgar os conhecimentos mais atuais na área da Otoneurologia. Neste contexto, apesar de todos os constrangimentos inerentes à época em que vivemos, temos mantido a nossa atividade científica. Brevemente editaremos um livro de recomendações sobre a Doença de Ménière, que pretende ser um instrumento de consulta e orientação terapêutica. Em fevereiro, teremos mais uma “Reunião de Inverno”, em que um grupo de trabalho restrito, abordará durante um dia e de forma exaustiva o tema “nistagmo posicional”. Em março, celebraremos o “Dia da Audição” e em abril teremos mais um “Dia da Vertigem” contando com a colaboração inestimável do Prof Herman Kingma.  Contamos com os colegas nesta caminhada, que não faria sentido sem a vossa presença e participação.
Aproveito em meu nome e da Direcção da APO, para desejar a todos votos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
 
Maria Manuel Henriques
(vogal da APO)
 

 

Felizmente e finalmente foi possível voltar a encontrarmo-nos ao vivo. Foi muito bom!!
O OTONEURO 2021 decorreu no Hotel dos Templários em Tomar, nos passados dias 8 e 9 de outubro. Foi ótimo, tivemos cerca de 200 participantes, 15 comunicações orais e 21 posters. 
O presidente de honra do congresso, foi o Prof. Herman Kingma, uma das grandes referências mundiais na otoneurologia, que muito contribuiu com as suas qualidades humanas e didáticas para a divulgação deste tema em Portugal e no mundo e muito especialmente para a formação dos médicos portugueses. O merecido elogio elaborado pelo Dr. Rosmaninho Seabra ao Prof. Herman Kingma foi um dos pontos altos deste congresso.
 
A mesa redonda inaugural, sobre o tema “Controvérsias da Doença de Ménière”, foi bem animada e participada. Também as apresentações excecionais dos convidados estrangeiros, Prof. Herman Kingma e Prof. Michael Strupp, foram um fantástico contributo para a qualidade do congresso.
 
Não podemos esquecer as excelentes apresentações da Dra. Sandra Costa sobre ”Reabilitação vestibular”, do Dr. Paulo Coelho sobre “ Sintomas otoneurológicos na esclerose múltipla” e do Prof. Leonel Luís sobre “Cochlear implant candidacy in Ménière’s management” que despertaram grande atenção do público.
 
É de salientar o grande ocupação da sala ao longo de todo congresso e a participação ativa dos presentes, colocando questões e comentando as apresentações.  
No sábado à tarde realizou-se o Curso “ Examination, diagnosis and management of patients with vestibular disorders: an eficient no-nonsense straightforward approach”, ministrado pelo Prof.Herman Kingma, e que mais uma vez encantou a audiência.
O sucesso deste OTONEURO 2021 demonstra que o conhecimento é muito mais que pura informação, e que a troca de experiências pessoais é fundamental para a formação do médico.
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologa

Caros amigos,
 
O ano de 2020 revelou-se um ano atribulado! O clima de insegurança gerado pela COVID-19 parece não nos querer abandonar!
Devido a este clima de insegurança e como medida preventiva e de proteção da saúde de todos, a Direção da APO decidiu adiar o Congresso Anual anteriormente agendado para os dias 8, 9 e 10 de outubro de 2020 para nova data - dias 24 e 25 de setembro de 2021.
Sendo um dos principais objetivos da APO dar formação aos profissionais e incentivar a investigação na área da Otoneurologia, é necessário reinventar as formas de conseguir honrar este compromisso. Assim, utilizando os meios de comunicação digitais,  iremos chegar aos associados partilhando o conhecimento e fornecendo a formação necessária para enfrentar este “novo mundo”,  em que agora teremos de viver, nos tempos mais próximos. 
Com esse objetivo,  a APO vai redirecionar a sua estratégia de comunicação, organizando Webinars temáticos e cursos “online” sobre diferentes temas.
Serão organizados até ao final de 2020 cursos “online” sobre os seguintes temas:
- Exame vestibular sumário;
- Surdez súbita
- Doença de Ménière/enxaqueca vestibular
Em dezembro será organizada uma sessão para apresentação de trabalhos de investigação, na forma de comunicações livres ou posters, cujo título será “Otoneuro 2020”, a cujos autores será atribuído o respectivo diploma e atribuídos prémios. As regras de participação serão divulgadas posteriormente.
Saudações cordiais,
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

Caros amigos,
 
Finalmente e felizmente vamos poder estar juntos novamente.
Nos dias 8 e 9 de outubro, em Tomar, irá realizar-se o Otoneuro 2021, onde esperamos encontrar os sócios da APO e todos os interessados na otoneurologia.
Contamos com dois convidados de enorme reputação, o Prof. Herman Kingma, Presidente de Honra do congresso e o Prof. Michael Strupp, que prometem apresentações de grande qualidade e discussões animadas sobre vários temas otoneurológicos.
Também, a mesa redonda de abertura promete grande polémica pois o tema será “Controvérsias na Doença de Ménière” e os participantes são excecionais.
Vamos ainda ter três conferências magistrais, cujos temas serão “Reabilitação Vestibular”, “Sintomas otoneurológicos na Esclerose Múltipla” e “Implante coclear na Doença de Ménière”.
Aproveito a oportunidade para apelar aos sócios da APO para que participem da assembleia geral que irá realizar-se na tarde de dia 8/10, para que possam contribuir para o futuro da associação.
É um privilégio para a direção da APO poder apresentar um programa tão interessante, pelo que contamos com a vossa presença, cumprindo as regras de segurança decretadas pela DGS.
 
Saudações cordiais,
 
Nuno Trigueiros
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

O principal objectivo da APO é promover a formação pré e pós-graduada dos grupos profissionais que se dedicam à nossa área de intervenção - a otoneurologia. Nesse sentido, organizam-se congressos regulares, patrocinam-se reuniões promovidas por diferentes Serviços Hospitalares, colabora-se com congéneres estrangeiras, e no nosso site publicam-se artigos relevantes de autores nacionais e estrangeiros e noticia-se o que se considera relevante. 
 
A organização de reuniões é onerosa e necessita dos apoios da indústria farmacêutica e de equipamentos, apoios esses cada vez mais escassos e limitados. A presença dos seus representantes nas reuniões científicas permite, por exemplo, o contacto e demonstração de novos equipamentos e técnicas. Mas, as mais-valias das reuniões presenciais, além do interesse dos programas científicos na formação dos participantes, são o contacto entre eles e também dos participantes com os opinion-leaders convidados.  Por todas estas razões os congressos são fundamentais. 
 
Porém, nos últimos anos assistiu-se a uma proliferação de reuniões, que, se por um lado proporcionam um estímulo para os mais jovens na apresentação de trabalhos científicos e uma maior visibilidade e prestígio para as instituições organizadoras, por outro reduzem os apoios disponíveis. Chegou-se assim a uma fase de dificuldades financeiras na organização dos congressos nacionais de praticamente todas as sociedades médicas, suportados fundamentalmente pelas inscrições dos participantes, dificuldades que obrigam a grande ginástica e rigor nas despesas. 
 
XX
 
A aprendizagem desde sempre viveu da dicotomia entre o professor/formador e o aluno/formando, com recurso a meios didácticos que evoluíram ao longo dos tempos, desde o papiro às novas tecnologias de informação, nomeadamente o recurso à Internet. Por outras palavras, o ensino pôde passar a ser feito a distância, mediante a utilização de vários tipos de plataformas com diferentes capacidades, como atingindo maior ou menor de participantes, plataformas que permitem reunir virtualmente e em simultâneo no écran do computador de cada formando, conferencistas localizados até em diferentes continentes. Cada formando, no local que lhe aprouver, sem ter de se deslocar, assiste às palestras, acompanhadas por vídeos, gráficos, ppt, etc, e tem possibilidade de interagir com os palestrantes, quase como se de ensino presencial se tratasse. Tudo isto sem despesas por parte dos organizadores no aluguer de espaços, onde se aloja a audiência tradicional dos congressos.
 
Claro que estamos longe daquilo que o elearning assíncrono permite e de que é exemplo o nosso Curso de Exploração Funcional Vestibular, ou da excelência do poder de comunicação de alguns palestrantes, que por vezes circulam pela sala, suscitando eles mesmos importante interacção com a assistência, mas as videoconferências utilizadas como elearning síncrono e os webinars, neste momento, com as restrições epidemiológicas conhecidas, as quais ir-se-ão prolongar por tempo indeterminado, e as limitações financeiras que inevitavelmente comportam, estão cada vez mais na ordem do dia. Importante é o papel que as sociedades científicas, as instituições universitárias ou a Ordem dos Médicos devem desempenhar na validação dessas iniciativas. Uma coisa é marketing, outra é ensino deontológico e cientificamente correctos das matérias versadas. Este tipo de ensino a distância não é seguramente o método pedagógico de eleição, porque é essencialmente expositivo, mas proporciona de modo mais económico os objectivos de ensinar e aprender.
 
Vivemos uma época onde subitamente nos encontrámos confrontados com desafios para os quais procuramos soluções adequadas. No que se refere ao ensino em geral, surgem novos paradigmas ou recuperam-se soluções que se julgavam arrumadas na História. Neste momento tem de se apostar no ensino a distância e, desejavelmente, em cursos de elearning assíncrono. Adequar custos e benefícios, tendo em vista o mais importante – ensinar para fazer aprender, do modo mais eficaz possível, com os recursos disponíveis. É o desafio.
 
F. Vaz Garcia 

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