O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia será realizado este ano nos dias 15 e 16 de Junho de 2012, no Hotel Melia Ria, em Aveiro. A nossa reunião foi programada, tal como as anteriores, para uma duração de um dia e meio - sexta todo o dia e manhã de sábado.


Contamos com a presença já confirmada de alguns convidados de topo da Otoneurologia mundial, Claus Claussen, Mans Magnusson e Raymond Boniver, que certamente irão prender a atenção da assistência com excelentes comunicações de elevado nível científico.


Não menos importante e merecedora do nosso apreço, a colaboração dos colegas portugueses, que ano após ano, tem contribuído com o seu saber e experiencia acumulada, para o enriquecimento do nosso conhecimento, e para o desenvolvimento da Otoneurologia em Portugal.


Os temas que escolhemos para a reunião deste ano são muito diversos. Programamos conferencias subordinadas a temas como “Os exames objectivos e a peritagem medico-legal”, Vertigem Posicional Paroxística Benigna – dos princípios ao tratamento”, “Tratamento da Doença de Meniere” Genética e Otoneurologia” “Cirurgia do saco endolinfático” e muitas outras de igual interesse e relevância. Teremos várias discussões abertas, em forma de mesa redonda sobre temas tão interessantes como “Presente e futuro nos exames complementares de Otoneurologia”, “Surdez súbita” e “Reabilitação vestibular”.


Os nossos congressos tem sido sempre um ponto de encontro entre os diversos profissionais dedicados à área – otorrinolaringologistas, neurologistas, audiologistas, fisioterapeutas. Somos uma Associação aberta e abrangente, e queremos continuar a ser uma referencia para todos aqueles que se interessam pelo tema, sejam académicos famosos ou apenas iniciados. Para isso devemos estar unidos na defesa da qualidade científica das nossas reuniões e sobretudo na nossa independência frente a lobbies ou grupos de pressão.


Mas os nossos congressos não podem ficar apenas por uma troca fria de conhecimentos. É conhecido o ambiente de cordial amizade que caracteriza sempre a reunião dos profissionais da área. Teremos oportunidade de conviver e de apreciar momentos de merecido lazer na companhia dos nossos colegas.


A escolha de Aveiro como cidade anfitriã para este evento foi uma opção fácil uma vez que vem na continuidade do desejo manifestado por esta Direcção de diversificar o mais possível os locais elegidos para acolher a nossa reunião anual. Sendo uma cidade com uma localização privilegiada no litoral centro, misto de campo e praia, com uma  excelente acessibilidade e além do mais, de uma singularidade encantadora, com os seus canais, autêntica “Veneza de Portugal”, pareceu-nos ser a escolha certa para proporcionar a ambiência mais adequada para o nosso encontro. Além do mais, esta é, reconhecidamente, uma zona famosa pela sua magnífica gastronomia. Estamos certos de que será o local ideal para a Reunião deste ano e que todos de lá sairemos gratos pela escolha e satisfeitos pelo acolhimento recebido.


Esperamos por si!

Rosmaninho Seabra

O nobre objectivo de tratar plenamente os nossos Doentes é no fim de contas o que nos deve motivar. Mas muitos obstáculos dificultam essa finalidade. Um deles é constituído pela vastidão da medicina e pela consequente necessidade de fragmentar o conhecimento no sentido de tender para o absoluto quanto ao fazer bem aos Doentes. Essa partilha, originando territórios técnico-científicos, tem como consequência a existência de fronteiras e a necessidade de um trabalho interdisciplinar. È aqui que se situa a Otoneurologia. A vertigem pertence indubitavelmente à Otorrinolaringologia. Mas também pertence a outras Especialidades, nomeadamente à Neurologia.

A APO tem por finalidade aprofundar os conhecimentos neste domínio e assim ajudar Médicos e Doentes em vários campos, nomeadamente o quase sempre nebuloso e complexo diagnóstico da vertigem. Não poderá haver, portanto, uma compartimentação quase estanque da ORL e da Neurologia neste domínio, e a Otoneurologia baseia aqui o seu interesse inquestionável. Dizendo respeito a várias Especialidades, não se justifica ficar como apêndice ou secção de uma. De facto o Médico dedicado a esta área deve aprofundar os seus conhecimentos de anatomofisiologia, de semiologia, de patologia e de terapêutica dizendo respeito a um conjunto de sintomas que pode ter origem quer no ouvido interno, quer no ângulo pontocerebeloso, quer nas vias centrais da audição e do equilíbrio.

Todos sabemos dos complexos progressos que esta área sofreu nas duas últimas décadas a ponto de chegarmos à conclusão que a vertigem deve ser analisada e tratada em consulta própria, com recurso a meios de diagnóstico que nos permitam estudar atempadamente o funcionamento do RVO nas suas vertentes ampolar e otolítica (e tendo em atenção os movimentos da cabeça de baixa e sobretudo de alta frequência) e do RVE.

O Doente tem de ser tratado como um todo sendo necessário haver uma comunicação interdisciplinar fácil e intensa. Por isso tudo o que diga respeito a esta área no domínio das diversas Sociedades Científicas deve ter como centro, na nossa opinião, a APO. E esta deve procurar ter no seu seio Colegas que dediquem a este domínio o melhor do seu tempo e do seu esforço.

É com esse objectivo que temos realizado Congressos, Cursos, Reuniões Científicas que procuraram funcionar quer como modo de divulgação para os mais novos quer como intercâmbio entre os mais experientes.

Mas a proliferação destas Reuniões dentro de cada Especialidade parece-nos nociva pela dispersão dos esforços e dos meios financeiros que para elas são indispensáveis.

Propomos que o esforço se concentre dentro de cada área e no intercâmbio entre elas, sob o controlo das diversas Sociedades ou Associações Científicas. São elas que, sem objectivos financeiros e apenas com fins científicos, podem aqui desempenhar um papel fulcral. Não pode haver desculpas de que não funcionam ou que são pertença de um grupo. Elas têm Assembleias Gerais soberanas onde, se os Profissionais não se demitirem das suas obrigações de participar, tudo pode ser corrigido. E são elas que podem contribuir para a análise dos aspectos medico-legais, cada vez mais presentes.

J. Carvalho Sofia

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