Estamos quase a chegar ao momento da Reunião Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia que este ano decorrerá nos dia 20 e 21 de Junho próximo.
É a primeira reunião magna da Associação na vigência dos actuais Corpos Sociais.
Dificuldades várias em termos organizativos fizeram com que o trabalho para a levar a efeito fosse um pouco mais complicado já que nova Direcção implica novos elementos, novas sensibilidades e novos desafios.
A nossa promessa de manter a APO como organização que reúna os interessados na área da Otoneurologia nos mais variados aspectos deu-nos ânimo para chegarmos a esta fase. A reunião está pronta e organizada. O programa está acabado e felizmente podemos contar com nomes importantes da Otoneurologia tanto nacional como internacional que quiseram aceder ao nosso convite.
O curso satélite, novidade este ano, está pronto e com programa muito sedutor e prático.
O trabalho desenvolvido recaiu sobre os ombros de elementos da actual Direcção que de forma abnegada conseguiram levar por diante a primeira realização deste colectivo, o que não é verdadeiramente fácil por falta de histórico.
Esperamos que os interessados nesta área se sintam motivados, pelos temas que vos propomos e pelos prelectores que chamámos para nos falarem, quer sejam experientes quer sejam somente iniciados. É especialmente para a nova geração que vai grande parte da nossa atenção. É a estes últimos, que queremos seduzir para a área que nos interessa e que é causa muito frequente do sofrimento daqueles que nos procuram.
Esperamos por vós em Albufeira.


Pedro Tomé
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

Espero que desta vez é que tenha sido, e que os neurologistas se tenham aproximado, definitivamente, da nossa associação, já que esta se aproximou deles. Na verdade, na última reunião de Inverno, ocorrida em Évora, cerca de um quarto dos participantes eram neurologistas. E quanto a mim, foi uma reunião muito bem sucedida. Contribuiu para isso, para além da excelente organização, o tema escolhido, síndrome vestibular agudo, capaz de interessar, tanto os otorrinolaringologistas, como os neurologistas. Embora ciente de que os primeiros, porque as causas de disfunção da via vestibular, no fundo o elo que une as duas especialidades, são, primordialmente, periféricas, depois porque a investigação cócleo-vestibular é por eles realizada, terão sempre um papel primordial na nossa associação, o envolvimento dos segundos traz a experiência vivida das patologias que envolvem a “segunda parte” da referida via.
No nosso país, ao contrário de outros, é reduzido o interesse dos neurologistas pela otoneurologia, tal como o é para, por exemplo, pela neurooftalmologia. E, no entanto, estas duas sub-especialidades estão intimamente ligadas, anatómica, fisiológica e patologicamente, com o sistema nervoso, e o neurologista tem de lidar, “diariamente”, com elas. Também não será de menosprezar a tentativa de captar mais otorrinolaringologistas para a nossa “causa”. Urge, por isso, tentar mudar este “destino”.
A APO pode ter um papel importante. Primeiro, continuar o caminho agora re(iniciado), através da escolha de assuntos do interesse conjunto dos neurologistas e otorrinolaringologistas para as suas reuniões científicas, e facilitando as respectivas,  presenças nas mesmas. Depois, agir junto das sociedades das duas especialidades, incentivando o intercâmbio de temas (e de médicos) de interesse mútuo nas respectivas reuniões científicas. Finalmente, incentivar os respectivos Colégios da Ordem a incluir nos estágios dos internos das duas especialidades o de otoneurologia, no caso dos dos neurologistas num centro hospitalar onde a investigação funcional cócleo-vestibular seja realizada.
Aproveitemos esta “onda” para a surfar com a habilidade suficiente para que não percamos o entusiasmo de “voltar para o mar”, e o possamos transmitir a novos “praticantes”.

José Pimentel
Neurologista
Vice-presidente da APO

Iniciou-se um novo ciclo na APO. Por força dos estatutos há renovação dos corpos sociais cada triénio.
Foram eleitos os novos membros da Direcção, Assembleia Geral e Conselho Fiscal que comigo aceitaram o desafio de continuar a APO e, se possível, melhorar a sua capacidade de divulgação e formação nos temas que nos interessam.
Espero que com a Direcção, a que tenho o gosto de presidir, se possam manter as actividades que Direcções anteriores implementaram. Para os que nos antecederam fica uma nota de agradecimento pelo esforço que dedicaram à Associação Portuguesa de Otoneurologia.
É meu propósito alcançar novas metas nomeadamente no que diz respeito à participação nas nossas actividades de outros que não quase exclusivamente otorrinolaringologistas.
Conto com o empenho de todos os que aceitaram e me deram o prazer de formar a lista que apresentei e foi sufragada. Para eles o primeiro agradecimento.
 
Pedro Tomé

Após a fase inicial de reflexão e sedimentação das ideias e projectos a APO está em velocidade de cruzeiro.
Decididas que estão as actividades e o figurino que irão nortear as realizações que queremos levar a cabo, escolhidos os intervenientes e esboçados os conteúdos estamos em tempo de projecção das actividades para o ano que se avizinha.
É nossa intenção realizar as reuniões que são já um hábito na APO. Assim para além da Congresso Anual e da Reunião de Inverno cabe-nos organizar a Reunião Ibérica de Otoneurologia que no ano de 2014 cabe à APO levar a bom porto.
É nossa intenção, no que diz respeito ao Congresso Anual, aumentar a sua capacidade de promover um trabalho mais importante e com expressão mais alargada para os mais jovens dando mais projecção à aprendizagem mais sistematizada e dirigida da otoneurologia básica.
A Reunião Ibérica será organizada nos mesmos moldes que tem vindo a apresentar. Assim tentar-se-á manter a gratuitidade de inscrição do autor de comunicações bem como a sua estadia.
A Reunião de Inverno irá manter-se, como tem acontecido em anos anteriores, monotemática e projetará esse tema no Congresso Anual com publicação de resumo.
O site da APO manterá o mesmo modo organizativo e o mesmo responsável dos anos anteriores. Os bons resultados e a imagem da APO que tem projectado levaram a Direcção a pedir ao Dr. Vaz Garcia que se mantivesse como responsável e editor.
O secretariado da Associação vai manter-se a cargo da Diventos.
 
Pedro Tomé

A actual direção da Associação Portuguesa de Otoneurologia, eleita durante o Congresso Anual de 2010 no Carvoeiro por três anos, está agora a chegar ao fim do seu mandato. No próximo congresso anual,  em Junho de 2013, na cidade de Gaia, vão disputar-se eleições e delas surgirão os novos corpos sociais que irão estar à frente dos destinos da APO por um novo triénio. É chegado assim o momento para uma breve paragem reflexiva sobre a nossa contribuição para o desenvolvimento da APO durante este período.

Tomamos posse num período de transição e de crise económica que a todos surpreendeu pela sua dureza e extensão, e que nos causou grandes dificuldades na gestão dos nossos recursos. Passamos de uma situação de relativo desafogo económico, para uma situação em que inevitavelmente fomos obrigados a fazer uma muito maior contenção de despesas e racionalização de gastos. Como exemplo, actualmente os locais que escolhemos para a realização dos nossos congressos não podem ser de categoria superior, entre outras restrições porventura mais relevantes. Que não haja ilusões, estas condicionantes irão manter-se e porventura agravar-se, pelo que um grande esforço vai ser exigido a todos aqueles que doravante forem os responsáveis pela gestão de instituições como a nossa.

Realizamos dois congressos anuais e preparamo-nos para organizar o nosso terceiro e ultimo congresso anual no Hotel Holiday Inn em Gaia. Foi nosssa intenção, que consideramos conseguida, descentralizar os locais de reuniões de forma a que possam contemplar diferentes locais do nosso país. Assim estivemos em 2011 na Península de Troia, e em 2012 na cidade de Aveiro.

Orgulhamo-nos do nível científico alcançado com esses congressos. Esse nível depende da qualidade científica dos colegas chamados a participar activamente com conferencias e mesas redondas, dos sócios que espontaneamente se propõem a apresentar os seus trabalhos, posters ou comunicações livres no congresso, mas também do empenhamento activo na discussão de todos quantos assistem ao desenrolar das sessões, que sempre tem um alto nível de participação.  Tivemos como convidados estrangeiros entre outros Nicolas Perez, Herminio Perez, Mans Magnuson, Claus Clausen e Raymond Boniver. Este ano contamos ter a presença de Alain Semont e Herman Kingma.

Uma das organizações já tradicionais na APO é a assim chamada Reunião de Inverno que se realiza anualmente em Fevereiro. É um evento que se destina a um grupo restrito de participantes elegidos entre aqueles que mais se dedicam a determinado tema especifico da Otoneurologia. Durante o nosso mandato foram escolhidos como temas Acufenos (Curia, 2011), Reabilitação Vestibular (Vila do Conde, 2012), Doença de Meniere (Setubal, 2013). Pela primeira vez na história da APO, introduzimos a obrigatoriedade de os participantes escreverem as suas palestras organizando e editando a partir daí um livro que é distribuído em primeiro lugar a todos os sócios da APO. Esta é uma iniciativa de que muito nos orgulhamos e que gostaríamos de ver continuada.

Outra iniciativa desta Direção foi a criação das assim designadas Reuniões Ibéricas um projeto realizado em colaboração com a Comissão de Otoneurologia da Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia e que se propõe organizar uma reunião anual entre os colegas portugueses e espanhois. Já foram realizadas três Reuniões em Madrid 2011, Porto 2012 e novamente Madrid 2013. O próximo ano será novamente em Portugal em local a definir pela nova Direcção. Acreditamos que esta é uma iniciativa que deve ser acarinhada e preservada, por todas as razões e também porque o sucesso destas reuniões tem sido amplamente reconhecido por todos os que nela participaram.

Mas nem só de eventos cientificos vive a nossa Associação. É necessário organizar os assuntos correntes e a gestão do dia a dia. Com esse propósito e dentro das competências que nos tinham confiado, decidimos modernizar a gestão da Associação entregando o secretariado a uma organização externa, no caso a Diventos. Pensamos ter sido uma atitude louvável e que em muito vai beneficiar a gestão da APO. Naturalmente que isto implica um encargo financeiro fixo mensal a nosso ver pequeno para as vantagens que dele temos retirado, inclusive na cobrança e gestão das cotas mensais.

Financeiramente o resultado deste exercício, pese embora todas as dificuldades encontradas, é também positivo. Como irá ser demonstrado em Assembleia Geral pelo nosso tesoureiro, o saldo deste período é favorável á Associação.

O site tem sido um dos cartões de visita da APO. Passamos uma fase difícil com um ataque que redundou na paragem forçada do site mas devido ao empenhamento de todos os responsáveis este obstáculo foi rapidamente ultrapassado.

Outra das imagens de marca da Associação, verdadeira ponte de união entre todos os sócios é a nossa Newsletter. Por vezes com alguns atrasos devido a problemas editoriais, tem sido possível cumprir com a periodicidade de três exemplares por ano, o que não sendo excelente, dadas as dificuldades inerentes,  nos deve satisfazer.

Uma ultima palavra para o nova Direção a ser empossada após o Congresso de Gaia. Desejamos-lhes todas as felicidades, sabendo que o caminho que tem pela frente não é fácil, temos a certeza de que tudo farão para promover o crescimento e desenvolvimento da APO.

A todos quantos nos apoiaram neste percurso – e foram muitos – o nosso muito obrigado e a promessa de que continuaremos activos e disponíveis para novos desafios, dentro ou fora das estruturas oficiais.

Parafraseando um conhecido político, “vamos andar por aí”.

Esperamos por vós em Gaia.

Rosmaninho Seabra

 

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