Após a fase inicial de reflexão e sedimentação das ideias e projectos a APO está em velocidade de cruzeiro.
Decididas que estão as actividades e o figurino que irão nortear as realizações que queremos levar a cabo, escolhidos os intervenientes e esboçados os conteúdos estamos em tempo de projecção das actividades para o ano que se avizinha.
É nossa intenção realizar as reuniões que são já um hábito na APO. Assim para além da Congresso Anual e da Reunião de Inverno cabe-nos organizar a Reunião Ibérica de Otoneurologia que no ano de 2014 cabe à APO levar a bom porto.
É nossa intenção, no que diz respeito ao Congresso Anual, aumentar a sua capacidade de promover um trabalho mais importante e com expressão mais alargada para os mais jovens dando mais projecção à aprendizagem mais sistematizada e dirigida da otoneurologia básica.
A Reunião Ibérica será organizada nos mesmos moldes que tem vindo a apresentar. Assim tentar-se-á manter a gratuitidade de inscrição do autor de comunicações bem como a sua estadia.
A Reunião de Inverno irá manter-se, como tem acontecido em anos anteriores, monotemática e projetará esse tema no Congresso Anual com publicação de resumo.
O site da APO manterá o mesmo modo organizativo e o mesmo responsável dos anos anteriores. Os bons resultados e a imagem da APO que tem projectado levaram a Direcção a pedir ao Dr. Vaz Garcia que se mantivesse como responsável e editor.
O secretariado da Associação vai manter-se a cargo da Diventos.
 
Pedro Tomé

Iniciou-se um novo ciclo na APO. Por força dos estatutos há renovação dos corpos sociais cada triénio.
Foram eleitos os novos membros da Direcção, Assembleia Geral e Conselho Fiscal que comigo aceitaram o desafio de continuar a APO e, se possível, melhorar a sua capacidade de divulgação e formação nos temas que nos interessam.
Espero que com a Direcção, a que tenho o gosto de presidir, se possam manter as actividades que Direcções anteriores implementaram. Para os que nos antecederam fica uma nota de agradecimento pelo esforço que dedicaram à Associação Portuguesa de Otoneurologia.
É meu propósito alcançar novas metas nomeadamente no que diz respeito à participação nas nossas actividades de outros que não quase exclusivamente otorrinolaringologistas.
Conto com o empenho de todos os que aceitaram e me deram o prazer de formar a lista que apresentei e foi sufragada. Para eles o primeiro agradecimento.
 
Pedro Tomé

O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia será realizado este ano nos dias 15 e 16 de Junho de 2012, no Hotel Melia Ria, em Aveiro. A nossa reunião foi programada, tal como as anteriores, para uma duração de um dia e meio - sexta todo o dia e manhã de sábado.


Contamos com a presença já confirmada de alguns convidados de topo da Otoneurologia mundial, Claus Claussen, Mans Magnusson e Raymond Boniver, que certamente irão prender a atenção da assistência com excelentes comunicações de elevado nível científico.


Não menos importante e merecedora do nosso apreço, a colaboração dos colegas portugueses, que ano após ano, tem contribuído com o seu saber e experiencia acumulada, para o enriquecimento do nosso conhecimento, e para o desenvolvimento da Otoneurologia em Portugal.


Os temas que escolhemos para a reunião deste ano são muito diversos. Programamos conferencias subordinadas a temas como “Os exames objectivos e a peritagem medico-legal”, Vertigem Posicional Paroxística Benigna – dos princípios ao tratamento”, “Tratamento da Doença de Meniere” Genética e Otoneurologia” “Cirurgia do saco endolinfático” e muitas outras de igual interesse e relevância. Teremos várias discussões abertas, em forma de mesa redonda sobre temas tão interessantes como “Presente e futuro nos exames complementares de Otoneurologia”, “Surdez súbita” e “Reabilitação vestibular”.


Os nossos congressos tem sido sempre um ponto de encontro entre os diversos profissionais dedicados à área – otorrinolaringologistas, neurologistas, audiologistas, fisioterapeutas. Somos uma Associação aberta e abrangente, e queremos continuar a ser uma referencia para todos aqueles que se interessam pelo tema, sejam académicos famosos ou apenas iniciados. Para isso devemos estar unidos na defesa da qualidade científica das nossas reuniões e sobretudo na nossa independência frente a lobbies ou grupos de pressão.


Mas os nossos congressos não podem ficar apenas por uma troca fria de conhecimentos. É conhecido o ambiente de cordial amizade que caracteriza sempre a reunião dos profissionais da área. Teremos oportunidade de conviver e de apreciar momentos de merecido lazer na companhia dos nossos colegas.


A escolha de Aveiro como cidade anfitriã para este evento foi uma opção fácil uma vez que vem na continuidade do desejo manifestado por esta Direcção de diversificar o mais possível os locais elegidos para acolher a nossa reunião anual. Sendo uma cidade com uma localização privilegiada no litoral centro, misto de campo e praia, com uma  excelente acessibilidade e além do mais, de uma singularidade encantadora, com os seus canais, autêntica “Veneza de Portugal”, pareceu-nos ser a escolha certa para proporcionar a ambiência mais adequada para o nosso encontro. Além do mais, esta é, reconhecidamente, uma zona famosa pela sua magnífica gastronomia. Estamos certos de que será o local ideal para a Reunião deste ano e que todos de lá sairemos gratos pela escolha e satisfeitos pelo acolhimento recebido.


Esperamos por si!

Rosmaninho Seabra

A actual direção da Associação Portuguesa de Otoneurologia, eleita durante o Congresso Anual de 2010 no Carvoeiro por três anos, está agora a chegar ao fim do seu mandato. No próximo congresso anual,  em Junho de 2013, na cidade de Gaia, vão disputar-se eleições e delas surgirão os novos corpos sociais que irão estar à frente dos destinos da APO por um novo triénio. É chegado assim o momento para uma breve paragem reflexiva sobre a nossa contribuição para o desenvolvimento da APO durante este período.

Tomamos posse num período de transição e de crise económica que a todos surpreendeu pela sua dureza e extensão, e que nos causou grandes dificuldades na gestão dos nossos recursos. Passamos de uma situação de relativo desafogo económico, para uma situação em que inevitavelmente fomos obrigados a fazer uma muito maior contenção de despesas e racionalização de gastos. Como exemplo, actualmente os locais que escolhemos para a realização dos nossos congressos não podem ser de categoria superior, entre outras restrições porventura mais relevantes. Que não haja ilusões, estas condicionantes irão manter-se e porventura agravar-se, pelo que um grande esforço vai ser exigido a todos aqueles que doravante forem os responsáveis pela gestão de instituições como a nossa.

Realizamos dois congressos anuais e preparamo-nos para organizar o nosso terceiro e ultimo congresso anual no Hotel Holiday Inn em Gaia. Foi nosssa intenção, que consideramos conseguida, descentralizar os locais de reuniões de forma a que possam contemplar diferentes locais do nosso país. Assim estivemos em 2011 na Península de Troia, e em 2012 na cidade de Aveiro.

Orgulhamo-nos do nível científico alcançado com esses congressos. Esse nível depende da qualidade científica dos colegas chamados a participar activamente com conferencias e mesas redondas, dos sócios que espontaneamente se propõem a apresentar os seus trabalhos, posters ou comunicações livres no congresso, mas também do empenhamento activo na discussão de todos quantos assistem ao desenrolar das sessões, que sempre tem um alto nível de participação.  Tivemos como convidados estrangeiros entre outros Nicolas Perez, Herminio Perez, Mans Magnuson, Claus Clausen e Raymond Boniver. Este ano contamos ter a presença de Alain Semont e Herman Kingma.

Uma das organizações já tradicionais na APO é a assim chamada Reunião de Inverno que se realiza anualmente em Fevereiro. É um evento que se destina a um grupo restrito de participantes elegidos entre aqueles que mais se dedicam a determinado tema especifico da Otoneurologia. Durante o nosso mandato foram escolhidos como temas Acufenos (Curia, 2011), Reabilitação Vestibular (Vila do Conde, 2012), Doença de Meniere (Setubal, 2013). Pela primeira vez na história da APO, introduzimos a obrigatoriedade de os participantes escreverem as suas palestras organizando e editando a partir daí um livro que é distribuído em primeiro lugar a todos os sócios da APO. Esta é uma iniciativa de que muito nos orgulhamos e que gostaríamos de ver continuada.

Outra iniciativa desta Direção foi a criação das assim designadas Reuniões Ibéricas um projeto realizado em colaboração com a Comissão de Otoneurologia da Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia e que se propõe organizar uma reunião anual entre os colegas portugueses e espanhois. Já foram realizadas três Reuniões em Madrid 2011, Porto 2012 e novamente Madrid 2013. O próximo ano será novamente em Portugal em local a definir pela nova Direcção. Acreditamos que esta é uma iniciativa que deve ser acarinhada e preservada, por todas as razões e também porque o sucesso destas reuniões tem sido amplamente reconhecido por todos os que nela participaram.

Mas nem só de eventos cientificos vive a nossa Associação. É necessário organizar os assuntos correntes e a gestão do dia a dia. Com esse propósito e dentro das competências que nos tinham confiado, decidimos modernizar a gestão da Associação entregando o secretariado a uma organização externa, no caso a Diventos. Pensamos ter sido uma atitude louvável e que em muito vai beneficiar a gestão da APO. Naturalmente que isto implica um encargo financeiro fixo mensal a nosso ver pequeno para as vantagens que dele temos retirado, inclusive na cobrança e gestão das cotas mensais.

Financeiramente o resultado deste exercício, pese embora todas as dificuldades encontradas, é também positivo. Como irá ser demonstrado em Assembleia Geral pelo nosso tesoureiro, o saldo deste período é favorável á Associação.

O site tem sido um dos cartões de visita da APO. Passamos uma fase difícil com um ataque que redundou na paragem forçada do site mas devido ao empenhamento de todos os responsáveis este obstáculo foi rapidamente ultrapassado.

Outra das imagens de marca da Associação, verdadeira ponte de união entre todos os sócios é a nossa Newsletter. Por vezes com alguns atrasos devido a problemas editoriais, tem sido possível cumprir com a periodicidade de três exemplares por ano, o que não sendo excelente, dadas as dificuldades inerentes,  nos deve satisfazer.

Uma ultima palavra para o nova Direção a ser empossada após o Congresso de Gaia. Desejamos-lhes todas as felicidades, sabendo que o caminho que tem pela frente não é fácil, temos a certeza de que tudo farão para promover o crescimento e desenvolvimento da APO.

A todos quantos nos apoiaram neste percurso – e foram muitos – o nosso muito obrigado e a promessa de que continuaremos activos e disponíveis para novos desafios, dentro ou fora das estruturas oficiais.

Parafraseando um conhecido político, “vamos andar por aí”.

Esperamos por vós em Gaia.

Rosmaninho Seabra

 

O nobre objectivo de tratar plenamente os nossos Doentes é no fim de contas o que nos deve motivar. Mas muitos obstáculos dificultam essa finalidade. Um deles é constituído pela vastidão da medicina e pela consequente necessidade de fragmentar o conhecimento no sentido de tender para o absoluto quanto ao fazer bem aos Doentes. Essa partilha, originando territórios técnico-científicos, tem como consequência a existência de fronteiras e a necessidade de um trabalho interdisciplinar. È aqui que se situa a Otoneurologia. A vertigem pertence indubitavelmente à Otorrinolaringologia. Mas também pertence a outras Especialidades, nomeadamente à Neurologia.

A APO tem por finalidade aprofundar os conhecimentos neste domínio e assim ajudar Médicos e Doentes em vários campos, nomeadamente o quase sempre nebuloso e complexo diagnóstico da vertigem. Não poderá haver, portanto, uma compartimentação quase estanque da ORL e da Neurologia neste domínio, e a Otoneurologia baseia aqui o seu interesse inquestionável. Dizendo respeito a várias Especialidades, não se justifica ficar como apêndice ou secção de uma. De facto o Médico dedicado a esta área deve aprofundar os seus conhecimentos de anatomofisiologia, de semiologia, de patologia e de terapêutica dizendo respeito a um conjunto de sintomas que pode ter origem quer no ouvido interno, quer no ângulo pontocerebeloso, quer nas vias centrais da audição e do equilíbrio.

Todos sabemos dos complexos progressos que esta área sofreu nas duas últimas décadas a ponto de chegarmos à conclusão que a vertigem deve ser analisada e tratada em consulta própria, com recurso a meios de diagnóstico que nos permitam estudar atempadamente o funcionamento do RVO nas suas vertentes ampolar e otolítica (e tendo em atenção os movimentos da cabeça de baixa e sobretudo de alta frequência) e do RVE.

O Doente tem de ser tratado como um todo sendo necessário haver uma comunicação interdisciplinar fácil e intensa. Por isso tudo o que diga respeito a esta área no domínio das diversas Sociedades Científicas deve ter como centro, na nossa opinião, a APO. E esta deve procurar ter no seu seio Colegas que dediquem a este domínio o melhor do seu tempo e do seu esforço.

É com esse objectivo que temos realizado Congressos, Cursos, Reuniões Científicas que procuraram funcionar quer como modo de divulgação para os mais novos quer como intercâmbio entre os mais experientes.

Mas a proliferação destas Reuniões dentro de cada Especialidade parece-nos nociva pela dispersão dos esforços e dos meios financeiros que para elas são indispensáveis.

Propomos que o esforço se concentre dentro de cada área e no intercâmbio entre elas, sob o controlo das diversas Sociedades ou Associações Científicas. São elas que, sem objectivos financeiros e apenas com fins científicos, podem aqui desempenhar um papel fulcral. Não pode haver desculpas de que não funcionam ou que são pertença de um grupo. Elas têm Assembleias Gerais soberanas onde, se os Profissionais não se demitirem das suas obrigações de participar, tudo pode ser corrigido. E são elas que podem contribuir para a análise dos aspectos medico-legais, cada vez mais presentes.

J. Carvalho Sofia

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