No inicio de um novo ano, temos de voltar ao trabalho.
A APO tem que prosseguir o caminho criando condições e estímulos para o desenvolvimento da Otoneurologia Portuguesa.
Em primeiro lugar quero dizer-vos que estamos a preservar a História da APO, pois só olhando criticamente para o passado conseguimos projetar o futuro. Neste sentido foi desafiado o Dr. Vaz Garcia a reunir a documentação disponível, ideia que acarinhou e aceitou desde o primeiro momento. 
 
Também o site, meio privilegiado de comunicação está a ser atualizado, passando a disponibilizar informação dirigida ao público em geral.
Estamos a iniciar o processo da criação da subespecialidade de Otoneurologia. E como as associações crescem e se fortificam na partilha de conhecimentos e ações, estamos nesse sentido a organizar as reuniões de 2017.
 
A primeira iniciativa será a Reunião de Inverno que irá decorrer no dia 18 de Fevereiro, em Campo Maior, tendo por tema Vertigem Posicional e cujas conclusões serão publicadas no Rapport dessa reunião e apresentadas numa mesa redonda na Reunião Anual.
 
Em Maio nos dias 19 e 20 irá realizar-se a Reunião Anual que terá lugar em Montargil. Irão ser debatidos vários temas de interesse para internos e especialistas distribuídos em mesas redondas e conferências. Como já é habitual também haverá um Curso teórico-prático que este ano volta a ser sobre Vertigem. Contamos com a presença de preletores nacionais e estrangeiros com reconhecido valor científico.
 
Teremos ainda a Reunião Ibérica que se realizará no último trimestre do ano e cuja organização este ano é da nossa responsabilidade. Contamos no decurso deste ano conseguir realizar uma reunião para internos sobre vertigem em data a anunciar.
 
A presença de todos nestas reuniões é o melhor estímulo para continuarmos estas iniciativas para as quais é necessária persistência, esforço, determinação e cooperação numa época de grandes dificuldades conhecidas por todos.
 
Até breve,
 
Conceição Monteiro

Após o congresso anual da nossa Associação que se realizou nos dias 26 e 27 de Maio no Grande Hotel do Luso, no qual teve lugar a eleição para os corpos gerentes do próximo triénio, quero agradecer à direção anterior na pessoa do Dr. Pedro Tomé o trabalho desenvolvido em prol da Associação Portuguesa de Otoneurologia.

Neste primeiro editorial como presidente da APO, não posso deixar de agradecer a todos os que me incentivaram e ajudaram a tomar a decisão de me candidatar, nomeadamente os anteriores presidentes Dr. Gabão Veiga, Dr. Vaz Garcia e Dr. Pedro Tomé, bem como todos os colegas que comigo aceitaram este desafio que é grande, mas acredito, não será maior que a nossa vontade.

A APO foi fundada há 19 anos. Percorreu um caminho e  tem uma história de que todos nos devemos orgulhar. Assumo agora as minhas funções de Presidente com muita vontade de levar por diante um projeto em que me revejo e acredito.

O momento que o mundo e em particular o nosso país atravessam traz consigo um conjunto de preocupações que todos muito bem conhecemos, mas a APO não vai cruzar os braços e vamos trabalhar para permanentemente aumentar a qualidade de tudo o que se faz. Para isso é imprescindível o envolvimento de todos e queremos que os mais jovens se interessem pela Otoneurologia e colaborem com a Associação. Só uma construção conjunta do caminho a seguir se traduzirá num sentimento de pertença e consequentemente numa maior participação. Temos todos de dar mais e exigir o melhor de cada um de nós, adaptando-nos à vertigem da mudança do mundo em que vivemos.

Neste sentido e tal como enunciado no nosso manifesto eleitoral as principais linhas orientadoras da nova direção serão consolidar e projetar, sendo o nosso principal objetivo certificar a Otoneurologia como subespecialidade.

A formação de internos e o seu enriquecimento curricular será pois um aspeto importante do nosso projeto. Para tal continuaremos a incentivar a participação nas nossas reuniões e a produção de trabalhos científicos, os quais serão, como é hábito, sujeitos a concurso e os premiados publicados no site.

Estabelecer protocolos de colaboração com outras associações científicas nacionais e internacionais,renovar e dinamizar o site oficial tornando-o o principal veículo de comunicação da Associação com os associados e com a comunidade científica são outros dos objetivos desta equipa, bem como manter a dignidade e qualidade científica das nossas reuniões.

Não nos vamos acomodar com o que já foi conseguido, temos consciência que atingir estes objetivos não é uma tarefa fácil, mas à equipa que comigo tomou posse ninguém lhes regateia mérito, qualidade de trabalho e profissionalismo que irão colocar ao serviço da APO.

A medida do êxito será conseguirmos ter daqui a três anos uma Associação Portuguesa de Otoneurologia mais próxima das nossas ambições.

A  APO necessita do contributo de todos.

Contamos convosco!

Conceição Monteiro

Em Portugal os médicos que mais se dedicam ao estudo das vertigens e desequilíbrio são os ORL. Mas não os únicos. Em todo o mundo as especialidades mais vocacionadas são a ORL e a Neurologia, com preponderância diferente nos vários países. Outras especialidades estão também envolvidas, como é o caso da Oftalmologia. Tudo isto resulta do facto de se tratar de patologias que envolvem territórios que estão cometidos às diferentes especialidades - são patologias de fronteira. 
 
Inevitavelmente todos os profissionais que se dedicam a estes problemas têm de conhecer a anatomia, fisiologia, patologia e meios de diagnóstico das especialidades vizinhas, o que é exigente ou irrealista. Esta é a razão da existência da Otoneurologia ou Neurotologia, designações que tem os seus prosélitos, mas cuja distinção me parece ter mais importância semântica. O que se pretende é criar uma base teórico-prática comum que possibilite uma abordagem competente dos doentes com queixas deste tipo, por todos os médicos, seja qual for a sua formação de base.
 
Questão fundamental é saber se todos os ORL (ou neurologistas) estão aptos a diagnosticar e tratar estes doentes. E a resposta é, evidentemente, não. E, assim sendo, impõe-se reconhecer ou certificar os profissionais habilitados.
 
Desde sempre que, na minha qualidade de responsável científico do site da APO, tenho recebido perguntas de internautas acerca de médicos a quem poderiam recorrer em diferentes zonas do país. Recusei-me sistematicamente a fazê-lo, por entender que não tinha mandato para exprimir uma opinião pessoal. Tem de haver uma instituição oficial que promova a certificação das competências - e, no meu entender, só a Ordem dos Médicos o deve fazer, depois de ouvida (ou por proposta) da Associação Portuguesa de Otoneurologia, a quem compete estatutariamente (Artigo Terceiro) o "desenvolvimento da Otoneurologia tanto no plano teórico como prático". Assim, defendo que a Otoneurologia passe a ser reconhecida como uma valência ou subespecialização reconhecida pela Ordem dos Médicos. 
 
Outra questão é como reconhecer a competência dos membros que se arroguem o direito de ser considerados otoneurologistas. Curricularmente ou por meio de avaliações teóricas? Nada tenho contra as avaliações profissionais, mas sendo um tema controverso, julgo que a decisão deverá ser debatida e tomada em Assembleia-Geral da APO. Agora, urgente, é confrontar a Ordem com a necessidade de reconhecer a necessidade dessa competência (Otoneurologia) e a nossa exigência em querermos que quem se afirme com aptidão para se considerar "otoneurologista" seja, como tal, reconhecido pela nossa Associação. Nem todos os otorrinos, membros da SPORL, são otoneurologistas. E o mesmo se poderá dizer dos neurologistas.
 
Não se pode continuar a pactuar com supostas "consultas de vertigem" realizadas por quem não participa em reuniões de formação, nem se conhecem trabalhos científicos realizados, nem tão-pouco dispõem de meios diagnósticos elementares. Temos a obrigação de certificar a competência. Quem avalia e como avalia os candidatos? A APO deve ter um papel decisivo, através de critérios a definir pelos seus órgãos competentes.
 
A Otoneurologia em Portugal vive uma fase de afirmação que nos deve encher de orgulho. Vários membros da APO têm visto o seu trabalho reconhecido internacionalmente. Embora, tal se deva quase exclusivamente ao mérito individual, o facto representa uma mais-valia para a nossa Associação. Importante é recolher os benefícios dos contactos estabelecidos, como as suas participações nas nossas reuniões ou a divulgação dos respectivos trabalhos. 
Saibamos colaborar com espirito de abertura, tolerância, entre-ajuda e, já agora, com a grandeza de preservar aquilo que é mais importante - o gosto de ensinar e promover o conhecimento dos mais novos. Sejamos activos, solidários e exigentes.
 
F. Vaz Garcia

Caros colegas e Associados,
Brevemente completa-se mais um ciclo de atividades da nossa Associação, com a realização das eleições e do Congresso no Grande Hotel do Luso.
Seguindo a tradição e o acordo de Cavalheiros entre os nossos Associados, que se regem pelo principio da Rotatividade Norte – Centro – Sul, cabe o próximo mandato da Presidência a um associado do Sul.
O completar de mais um ciclo demonstra uma grande vitalidade, que está patente na congregação de esforços para a difusão dos novos conhecimentos, na Organização de Reuniões, Congressos, Seminários e na qualidade e Excelência do seu Site.
Agora que vamos entrar no período eleitoral, votar é um dever de todos os Associados, pois vamos escolher uma Direção que durante o próximo ciclo vai executar o seu programa Eleitoral e continuar a Dinâmica da Associação, que lhe é peculiar e reconhecida por todos.
O voto pode ser exercido presencialmente ou por correspondência.
A Assembleia Eleitoral realiza-se no dia 27 de Maio de 2016 no Grande Hotel do Luso – no Luso.
 
Vamos todos Votar
 
Victor Gabão Veiga
Presidente Assembleia Geral

A Associação Portuguesa de Otoneurologia, tem a sua reunião magna, no seu encontro anual. Esta reunião tem como objectivo, a participação dos vários intervenientes na área da Otoneurologia, a discussão dos principais temas da atualidade, bem como a divulgação entre os internos.
Este ano, a reunião decorreu de 4 a 6 de Junho no Real Santa Eulália, em Albufeira. De há uns anos a esta parte a organização destas reuniões, tem-se verificado cada vez mais árdua e com maiores restrições, com a diminuição ao quase desaparecimento de patrocinadores, obrigando a um apertado controle de custos e necessidade de reformular o figurino da reunião, bem como à necessidade de procurar, novos patrocinadores.
Apesar das dificuldades, a reunião foi um sucesso, com cerca de 170 participantes. Tivémos a submissão de cerca 34 trabalhos para apresentação, como comunicações livres e cartazes.
De forma a captar a participação de novos internos\especialistas, para esta área voltámos a repetir a organização de um curso satélite, à reunião, organizado pelos Drs. Margarida Amorim e Dr. João Lemos, intitulado abordagem do doente com acufenos, que contou com a presença de 40 participantes. Um incremento de 20%, relativamente ao ano anterior.
Contámos com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros. Pela primeira vez, tivemos a participação de um convidado norte-americano, o Prof. Jonh Dornhoffer, que abordou o tema controverso, do tratamento da surdez unilateral com próteses osteointegradas. O Dr. Herman Kingma, já convidado de outras reuniões, abordou o tema das arreflexias vestibulares bilaterais, apresentado a sua experiência, única a nível mundial, dos primeiros 14 doentes, com implantes vestibulares, ainda em fase de experimental. O Dr. Herminio Pérez Garrigues, revisitou o tema do nistagmo vibratório. Outro dos temas da reunião e um dos mais atuais da otologia contemporanea, é a abordagem cirúrgica da surdez unilateral no doente com e sem acufenos. 
A adesão e sucesso da reunião, que pensamos ter sido manifestamente positivo, serão um estímulo, para a organização da próxima reunião anual, que se prevê dificíl e laboriosa. A todos os que vieram ao Algarve, o nosso muito obrigado e esperamos vê-los para o ano.
Até para o ano, na Otoneuro 2016.
 
Pedro Araújo

Faça-se membro

Faça-se membro
e junte-se à equipa!