Caros Colegas,
 
Aproxima-se o nosso Congresso Anual a realizar nos próximos dias 19 e 20 de Maio no Hotel Lago em Montargil.
Procurámos trazer temas de interesse não só para a Otorrinolaringologia, como para Neurologia e Imagiologia, dado que  a Otoneurologia tem  tanto de especifico como de transversal às várias especialidades.
Uma especial atenção é dada à formação que vai desde o ensino por e-learning a palestras sobre como construir uma carreira.
Vão ser ainda abordados temas que vão da patologia da base do crânio, ás perturbações da marcha , passando pela imagiologia e pela vertigem posicional, tema que foi abordado de forma exaustiva na reunião de inverno que decorreu em Fevereiro do presente ano.
Como convidados estrangeiros vamos contar com os Drs. Francisco Zuma e Maia que nos vai apresentar uma nova manobra para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna do canal horizontal, Dr. Herminio Pérez Garrigues que nos vai falar sobre nistagmo vibratório, o Prof. Dr. Michel Lacour que nos vai falar sobre compensação vestibular, e o Dr. Miguel Aristegui que vai participar na mesa redonda sobre tratamento da patologia da base do crânio.
Esta é mais uma das formas que encontramos para suscitar o vosso interesse por uma área que nos é “muito querida” e onde podemos partilhar conhecimento numa constante e mutua aprendizagem .
Contamos com a vossa presença, se possível duma forma participativa enviando quer comunicações livres quer pósters. 
Atrevo-me a dizer que não se vão arrepender !!
 
Até breve,
 
Maria Manuel Henriques
 

No inicio de um novo ano, temos de voltar ao trabalho.
A APO tem que prosseguir o caminho criando condições e estímulos para o desenvolvimento da Otoneurologia Portuguesa.
Em primeiro lugar quero dizer-vos que estamos a preservar a História da APO, pois só olhando criticamente para o passado conseguimos projetar o futuro. Neste sentido foi desafiado o Dr. Vaz Garcia a reunir a documentação disponível, ideia que acarinhou e aceitou desde o primeiro momento. 
 
Também o site, meio privilegiado de comunicação está a ser atualizado, passando a disponibilizar informação dirigida ao público em geral.
Estamos a iniciar o processo da criação da subespecialidade de Otoneurologia. E como as associações crescem e se fortificam na partilha de conhecimentos e ações, estamos nesse sentido a organizar as reuniões de 2017.
 
A primeira iniciativa será a Reunião de Inverno que irá decorrer no dia 18 de Fevereiro, em Campo Maior, tendo por tema Vertigem Posicional e cujas conclusões serão publicadas no Rapport dessa reunião e apresentadas numa mesa redonda na Reunião Anual.
 
Em Maio nos dias 19 e 20 irá realizar-se a Reunião Anual que terá lugar em Montargil. Irão ser debatidos vários temas de interesse para internos e especialistas distribuídos em mesas redondas e conferências. Como já é habitual também haverá um Curso teórico-prático que este ano volta a ser sobre Vertigem. Contamos com a presença de preletores nacionais e estrangeiros com reconhecido valor científico.
 
Teremos ainda a Reunião Ibérica que se realizará no último trimestre do ano e cuja organização este ano é da nossa responsabilidade. Contamos no decurso deste ano conseguir realizar uma reunião para internos sobre vertigem em data a anunciar.
 
A presença de todos nestas reuniões é o melhor estímulo para continuarmos estas iniciativas para as quais é necessária persistência, esforço, determinação e cooperação numa época de grandes dificuldades conhecidas por todos.
 
Até breve,
 
Conceição Monteiro

Caros colegas e Associados,
Brevemente completa-se mais um ciclo de atividades da nossa Associação, com a realização das eleições e do Congresso no Grande Hotel do Luso.
Seguindo a tradição e o acordo de Cavalheiros entre os nossos Associados, que se regem pelo principio da Rotatividade Norte – Centro – Sul, cabe o próximo mandato da Presidência a um associado do Sul.
O completar de mais um ciclo demonstra uma grande vitalidade, que está patente na congregação de esforços para a difusão dos novos conhecimentos, na Organização de Reuniões, Congressos, Seminários e na qualidade e Excelência do seu Site.
Agora que vamos entrar no período eleitoral, votar é um dever de todos os Associados, pois vamos escolher uma Direção que durante o próximo ciclo vai executar o seu programa Eleitoral e continuar a Dinâmica da Associação, que lhe é peculiar e reconhecida por todos.
O voto pode ser exercido presencialmente ou por correspondência.
A Assembleia Eleitoral realiza-se no dia 27 de Maio de 2016 no Grande Hotel do Luso – no Luso.
 
Vamos todos Votar
 
Victor Gabão Veiga
Presidente Assembleia Geral

Após o congresso anual da nossa Associação que se realizou nos dias 26 e 27 de Maio no Grande Hotel do Luso, no qual teve lugar a eleição para os corpos gerentes do próximo triénio, quero agradecer à direção anterior na pessoa do Dr. Pedro Tomé o trabalho desenvolvido em prol da Associação Portuguesa de Otoneurologia.

Neste primeiro editorial como presidente da APO, não posso deixar de agradecer a todos os que me incentivaram e ajudaram a tomar a decisão de me candidatar, nomeadamente os anteriores presidentes Dr. Gabão Veiga, Dr. Vaz Garcia e Dr. Pedro Tomé, bem como todos os colegas que comigo aceitaram este desafio que é grande, mas acredito, não será maior que a nossa vontade.

A APO foi fundada há 19 anos. Percorreu um caminho e  tem uma história de que todos nos devemos orgulhar. Assumo agora as minhas funções de Presidente com muita vontade de levar por diante um projeto em que me revejo e acredito.

O momento que o mundo e em particular o nosso país atravessam traz consigo um conjunto de preocupações que todos muito bem conhecemos, mas a APO não vai cruzar os braços e vamos trabalhar para permanentemente aumentar a qualidade de tudo o que se faz. Para isso é imprescindível o envolvimento de todos e queremos que os mais jovens se interessem pela Otoneurologia e colaborem com a Associação. Só uma construção conjunta do caminho a seguir se traduzirá num sentimento de pertença e consequentemente numa maior participação. Temos todos de dar mais e exigir o melhor de cada um de nós, adaptando-nos à vertigem da mudança do mundo em que vivemos.

Neste sentido e tal como enunciado no nosso manifesto eleitoral as principais linhas orientadoras da nova direção serão consolidar e projetar, sendo o nosso principal objetivo certificar a Otoneurologia como subespecialidade.

A formação de internos e o seu enriquecimento curricular será pois um aspeto importante do nosso projeto. Para tal continuaremos a incentivar a participação nas nossas reuniões e a produção de trabalhos científicos, os quais serão, como é hábito, sujeitos a concurso e os premiados publicados no site.

Estabelecer protocolos de colaboração com outras associações científicas nacionais e internacionais,renovar e dinamizar o site oficial tornando-o o principal veículo de comunicação da Associação com os associados e com a comunidade científica são outros dos objetivos desta equipa, bem como manter a dignidade e qualidade científica das nossas reuniões.

Não nos vamos acomodar com o que já foi conseguido, temos consciência que atingir estes objetivos não é uma tarefa fácil, mas à equipa que comigo tomou posse ninguém lhes regateia mérito, qualidade de trabalho e profissionalismo que irão colocar ao serviço da APO.

A medida do êxito será conseguirmos ter daqui a três anos uma Associação Portuguesa de Otoneurologia mais próxima das nossas ambições.

A  APO necessita do contributo de todos.

Contamos convosco!

Conceição Monteiro

Em Portugal os médicos que mais se dedicam ao estudo das vertigens e desequilíbrio são os ORL. Mas não os únicos. Em todo o mundo as especialidades mais vocacionadas são a ORL e a Neurologia, com preponderância diferente nos vários países. Outras especialidades estão também envolvidas, como é o caso da Oftalmologia. Tudo isto resulta do facto de se tratar de patologias que envolvem territórios que estão cometidos às diferentes especialidades - são patologias de fronteira. 
 
Inevitavelmente todos os profissionais que se dedicam a estes problemas têm de conhecer a anatomia, fisiologia, patologia e meios de diagnóstico das especialidades vizinhas, o que é exigente ou irrealista. Esta é a razão da existência da Otoneurologia ou Neurotologia, designações que tem os seus prosélitos, mas cuja distinção me parece ter mais importância semântica. O que se pretende é criar uma base teórico-prática comum que possibilite uma abordagem competente dos doentes com queixas deste tipo, por todos os médicos, seja qual for a sua formação de base.
 
Questão fundamental é saber se todos os ORL (ou neurologistas) estão aptos a diagnosticar e tratar estes doentes. E a resposta é, evidentemente, não. E, assim sendo, impõe-se reconhecer ou certificar os profissionais habilitados.
 
Desde sempre que, na minha qualidade de responsável científico do site da APO, tenho recebido perguntas de internautas acerca de médicos a quem poderiam recorrer em diferentes zonas do país. Recusei-me sistematicamente a fazê-lo, por entender que não tinha mandato para exprimir uma opinião pessoal. Tem de haver uma instituição oficial que promova a certificação das competências - e, no meu entender, só a Ordem dos Médicos o deve fazer, depois de ouvida (ou por proposta) da Associação Portuguesa de Otoneurologia, a quem compete estatutariamente (Artigo Terceiro) o "desenvolvimento da Otoneurologia tanto no plano teórico como prático". Assim, defendo que a Otoneurologia passe a ser reconhecida como uma valência ou subespecialização reconhecida pela Ordem dos Médicos. 
 
Outra questão é como reconhecer a competência dos membros que se arroguem o direito de ser considerados otoneurologistas. Curricularmente ou por meio de avaliações teóricas? Nada tenho contra as avaliações profissionais, mas sendo um tema controverso, julgo que a decisão deverá ser debatida e tomada em Assembleia-Geral da APO. Agora, urgente, é confrontar a Ordem com a necessidade de reconhecer a necessidade dessa competência (Otoneurologia) e a nossa exigência em querermos que quem se afirme com aptidão para se considerar "otoneurologista" seja, como tal, reconhecido pela nossa Associação. Nem todos os otorrinos, membros da SPORL, são otoneurologistas. E o mesmo se poderá dizer dos neurologistas.
 
Não se pode continuar a pactuar com supostas "consultas de vertigem" realizadas por quem não participa em reuniões de formação, nem se conhecem trabalhos científicos realizados, nem tão-pouco dispõem de meios diagnósticos elementares. Temos a obrigação de certificar a competência. Quem avalia e como avalia os candidatos? A APO deve ter um papel decisivo, através de critérios a definir pelos seus órgãos competentes.
 
A Otoneurologia em Portugal vive uma fase de afirmação que nos deve encher de orgulho. Vários membros da APO têm visto o seu trabalho reconhecido internacionalmente. Embora, tal se deva quase exclusivamente ao mérito individual, o facto representa uma mais-valia para a nossa Associação. Importante é recolher os benefícios dos contactos estabelecidos, como as suas participações nas nossas reuniões ou a divulgação dos respectivos trabalhos. 
Saibamos colaborar com espirito de abertura, tolerância, entre-ajuda e, já agora, com a grandeza de preservar aquilo que é mais importante - o gosto de ensinar e promover o conhecimento dos mais novos. Sejamos activos, solidários e exigentes.
 
F. Vaz Garcia

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