Caros colegas e Associados,
Brevemente completa-se mais um ciclo de atividades da nossa Associação, com a realização das eleições e do Congresso no Grande Hotel do Luso.
Seguindo a tradição e o acordo de Cavalheiros entre os nossos Associados, que se regem pelo principio da Rotatividade Norte – Centro – Sul, cabe o próximo mandato da Presidência a um associado do Sul.
O completar de mais um ciclo demonstra uma grande vitalidade, que está patente na congregação de esforços para a difusão dos novos conhecimentos, na Organização de Reuniões, Congressos, Seminários e na qualidade e Excelência do seu Site.
Agora que vamos entrar no período eleitoral, votar é um dever de todos os Associados, pois vamos escolher uma Direção que durante o próximo ciclo vai executar o seu programa Eleitoral e continuar a Dinâmica da Associação, que lhe é peculiar e reconhecida por todos.
O voto pode ser exercido presencialmente ou por correspondência.
A Assembleia Eleitoral realiza-se no dia 27 de Maio de 2016 no Grande Hotel do Luso – no Luso.
 
Vamos todos Votar
 
Victor Gabão Veiga
Presidente Assembleia Geral

Em Portugal os médicos que mais se dedicam ao estudo das vertigens e desequilíbrio são os ORL. Mas não os únicos. Em todo o mundo as especialidades mais vocacionadas são a ORL e a Neurologia, com preponderância diferente nos vários países. Outras especialidades estão também envolvidas, como é o caso da Oftalmologia. Tudo isto resulta do facto de se tratar de patologias que envolvem territórios que estão cometidos às diferentes especialidades - são patologias de fronteira. 
 
Inevitavelmente todos os profissionais que se dedicam a estes problemas têm de conhecer a anatomia, fisiologia, patologia e meios de diagnóstico das especialidades vizinhas, o que é exigente ou irrealista. Esta é a razão da existência da Otoneurologia ou Neurotologia, designações que tem os seus prosélitos, mas cuja distinção me parece ter mais importância semântica. O que se pretende é criar uma base teórico-prática comum que possibilite uma abordagem competente dos doentes com queixas deste tipo, por todos os médicos, seja qual for a sua formação de base.
 
Questão fundamental é saber se todos os ORL (ou neurologistas) estão aptos a diagnosticar e tratar estes doentes. E a resposta é, evidentemente, não. E, assim sendo, impõe-se reconhecer ou certificar os profissionais habilitados.
 
Desde sempre que, na minha qualidade de responsável científico do site da APO, tenho recebido perguntas de internautas acerca de médicos a quem poderiam recorrer em diferentes zonas do país. Recusei-me sistematicamente a fazê-lo, por entender que não tinha mandato para exprimir uma opinião pessoal. Tem de haver uma instituição oficial que promova a certificação das competências - e, no meu entender, só a Ordem dos Médicos o deve fazer, depois de ouvida (ou por proposta) da Associação Portuguesa de Otoneurologia, a quem compete estatutariamente (Artigo Terceiro) o "desenvolvimento da Otoneurologia tanto no plano teórico como prático". Assim, defendo que a Otoneurologia passe a ser reconhecida como uma valência ou subespecialização reconhecida pela Ordem dos Médicos. 
 
Outra questão é como reconhecer a competência dos membros que se arroguem o direito de ser considerados otoneurologistas. Curricularmente ou por meio de avaliações teóricas? Nada tenho contra as avaliações profissionais, mas sendo um tema controverso, julgo que a decisão deverá ser debatida e tomada em Assembleia-Geral da APO. Agora, urgente, é confrontar a Ordem com a necessidade de reconhecer a necessidade dessa competência (Otoneurologia) e a nossa exigência em querermos que quem se afirme com aptidão para se considerar "otoneurologista" seja, como tal, reconhecido pela nossa Associação. Nem todos os otorrinos, membros da SPORL, são otoneurologistas. E o mesmo se poderá dizer dos neurologistas.
 
Não se pode continuar a pactuar com supostas "consultas de vertigem" realizadas por quem não participa em reuniões de formação, nem se conhecem trabalhos científicos realizados, nem tão-pouco dispõem de meios diagnósticos elementares. Temos a obrigação de certificar a competência. Quem avalia e como avalia os candidatos? A APO deve ter um papel decisivo, através de critérios a definir pelos seus órgãos competentes.
 
A Otoneurologia em Portugal vive uma fase de afirmação que nos deve encher de orgulho. Vários membros da APO têm visto o seu trabalho reconhecido internacionalmente. Embora, tal se deva quase exclusivamente ao mérito individual, o facto representa uma mais-valia para a nossa Associação. Importante é recolher os benefícios dos contactos estabelecidos, como as suas participações nas nossas reuniões ou a divulgação dos respectivos trabalhos. 
Saibamos colaborar com espirito de abertura, tolerância, entre-ajuda e, já agora, com a grandeza de preservar aquilo que é mais importante - o gosto de ensinar e promover o conhecimento dos mais novos. Sejamos activos, solidários e exigentes.
 
F. Vaz Garcia

A missão fundamental da nossa Associação é a promoção da cultura científica e tecnológica na área da Otoneurologia. Foi com este objetivo que organizámos a nossa reunião anual a decorrer nos próximos dias 4, 5 e 6 de Junho no Grande Real Santa Eulália Hotel em Albufeira / Algarve.
Apesar da multiplicação de reuniões, encontros e jornadas, acreditamos que o programa da nossa reunião possa reforçar e estimular a diferenciação e a qualificação de todos os interessados pela otoneurologia.
Ao longo destes dias de trabalho, palestrantes nacionais e internacionais, estarão connosco transmitindo-nos os seus conhecimentos e partilhando a sua experiência, o que certamente muito nos enriquecerá, tornando esta reunião um fórum de discussão e de convívio para aqueles que se dedicam à Otoneurologia.
Sendo a multidisciplinaridade uma condição para uma prática clínica de qualidade, sentimos a necessidade  de convidar outros profissionais  - audiologistas - que participarão no painel sobre avaliação vestibular e audiológica em implantes auditivos.
Os temas escolhidos para este ano  vão desde os acufenos à abordagem medico-cirúrgica da surdez unilateral, passando pelo envelhecimento em otoneurologia, implantes vestibulares, nistagmo vibratório e tratamento farmacológico da vertigem. Com estes temas procurámos ir de encontro às solicitações dos mais jovens interessados nesta área.
A nossa Associação tem um passado, um presente e um futuro. Muito já se fez, mas muito mais haverá para fazer .  Apesar dos tempos difíceis que atravessamos, há que olhar com confiança para o futuro, apostando na formação das novas gerações, para a continuidade da Otoneurologia.
Tal como já referimos  a promoção da ciência é a missão fundamental da Associação Portuguesa de Otoneurologia, sendo fundamental para o desenvolvimento das sociedades modernas e o bem-estar dos cidadãos. Com esta reunião esperamos contribuir para esse objetivo.

Até dia 5 de Junho, no Algarve!

Conceição Monteiro

A Associação Portuguesa de Otoneurologia, tem a sua reunião magna, no seu encontro anual. Esta reunião tem como objectivo, a participação dos vários intervenientes na área da Otoneurologia, a discussão dos principais temas da atualidade, bem como a divulgação entre os internos.
Este ano, a reunião decorreu de 4 a 6 de Junho no Real Santa Eulália, em Albufeira. De há uns anos a esta parte a organização destas reuniões, tem-se verificado cada vez mais árdua e com maiores restrições, com a diminuição ao quase desaparecimento de patrocinadores, obrigando a um apertado controle de custos e necessidade de reformular o figurino da reunião, bem como à necessidade de procurar, novos patrocinadores.
Apesar das dificuldades, a reunião foi um sucesso, com cerca de 170 participantes. Tivémos a submissão de cerca 34 trabalhos para apresentação, como comunicações livres e cartazes.
De forma a captar a participação de novos internos\especialistas, para esta área voltámos a repetir a organização de um curso satélite, à reunião, organizado pelos Drs. Margarida Amorim e Dr. João Lemos, intitulado abordagem do doente com acufenos, que contou com a presença de 40 participantes. Um incremento de 20%, relativamente ao ano anterior.
Contámos com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros. Pela primeira vez, tivemos a participação de um convidado norte-americano, o Prof. Jonh Dornhoffer, que abordou o tema controverso, do tratamento da surdez unilateral com próteses osteointegradas. O Dr. Herman Kingma, já convidado de outras reuniões, abordou o tema das arreflexias vestibulares bilaterais, apresentado a sua experiência, única a nível mundial, dos primeiros 14 doentes, com implantes vestibulares, ainda em fase de experimental. O Dr. Herminio Pérez Garrigues, revisitou o tema do nistagmo vibratório. Outro dos temas da reunião e um dos mais atuais da otologia contemporanea, é a abordagem cirúrgica da surdez unilateral no doente com e sem acufenos. 
A adesão e sucesso da reunião, que pensamos ter sido manifestamente positivo, serão um estímulo, para a organização da próxima reunião anual, que se prevê dificíl e laboriosa. A todos os que vieram ao Algarve, o nosso muito obrigado e esperamos vê-los para o ano.
Até para o ano, na Otoneuro 2016.
 
Pedro Araújo

Ao longo do difícil ano de 2014 a Associação Portuguesa de Otoneurologia e os seus associados desenvolveram diversas atividades, que muito nos orgulham e nos permitem acreditar numa desejada continuidade em 2015.

O Site da APO, sob a direta responsabilidade do Dr. Fernando Vaz Garcia, apresentava à data de ontem, mais de quatro dezenas de citações no seu livro de honra, curiosamente na sua maioria de colegas estrangeiros, oriundos essencialmente de Espanha, França, Brasil e Argentina.

O seu “layout” foi atualizado, tornando a sua utilização mais intuitiva e consequentemente facilitada, sendo os seus conteúdos, permanentemente revistos e atualizados, revelando-se deste modo um ótimo instrumento de trabalho a todos aqueles, sócios e não sócios, que têm o privilégio de o consultar. Recentemente o site foi enriquecido com a atualização do Curso por E- Learning sobre “Exploração Funcional da Vertigem”, da responsabilidade na área médica do Drs. F. Vaz Garcia e José Tavares, o que potencializou o aumento de procura pelo mesmo.

A APO com o objetivo que lhe compete, de promover o debate e atualização de conhecimentos sobre temas Otoneurológicos, entregou a organização da sua Reunião Anual no ano de 2014, aos Drs. Pedro Araújo do Hospital da Luz e Leonel Luís do Hospital de Santa Maria, figuras incontornáveis da Otoneurologia nacional e internacional. Como novidade neste evento, que se realizou no Algarve no passado mês de Junho, os participantes da Reunião tiveram a possibilidade de frequentar um Curso de Otoneurologia, pós-congresso, com a participação de colegas nacionais e estrangeiros. Este evento constituiu uma ótima oportunidade para a troca de conhecimentos entre os cerca de 200 participantes, através das palestras e mesas redondas, onde participaram colegas nacionais e internacionais, numa dinâmica e convívio dignos de registo.

Com já vem sendo habitual, realizou-se em Fevereiro de 2014, no Eco Hotel em Évora, a VI Reunião de Inverno da APO, com a organização a cargo da Dr.ª Conceição Monteiro.

Com o intuito de continuar a aproximação efetiva aos colegas Neurologistas, optou-se por um tema que fosse comum às duas especialidades, recaindo essa escolha no” Síndrome Vestibular Agudo”. A Reunião revelou-se um sucesso tanto no aspeto científico, como no relacionamento entre as duas especialidades, muito contribuindo para isso, o belíssimo trabalho de preparação e de efetivação no terreno, executado pela sua organizadora.

Desta Reunião resultou um “Rapport” sobre o tema da mesma, feito em conjunto pelos colegas Neurologistas e Otorrinolaringologistas, que foi distribuído pela APO em colaboração com o Laboratório Abbott, aquando da mesa redonda subordinada a este tema, que teve lugar durante a Reunião Anual da APO.

No último ano ocorreram diversos eventos Internacionais com relevância Otoneurológica, que contaram com a presença de elementos da APO, entre os palestrantes.Destacamos entre outros ,  XXVIII Barany Society Meeting (Buenos Aires-Argentina), 16th International Symposium On Inner Ear Medicine and Surgery (Zell Im Zillertal- Áustria) , Congresso anual da SBORL (Porto Alegre- Brasil), Congresso anual da SFORL, Paris-França), Congresso anual da SEORL (Madrid-Espanha), .

Gastaríamos de publicamente saudar os colegas Drs. Fernando Vaz Garcia, Leonel Luís, Pedro Araújo, Vítor Correia da Silva, Rosmaninho Seabra, Rosa Castilho e Pedro Escada, pelas suas participam nesses eventos, no que ela significa de reconhecimento pela qualidade da Otoneurologia Portuguesa.

Por outro lado, diversas iniciativas organizados em Portugal, por elementos da APO /ou com o seu patrocínio, contaram com grandes figuras do âmbito da Otoneurologia Mundial. Michael Stupp, Dario Yakobino, Sergio Carmona, Francisco Zuma e Maia, Herminio Perrez Garrigues, Sotto Varela e Alain Semont fizeram parte do grupo de ilustres figuras, que connosco conviveram, através  dessas Reunioes Cientificas .

Ao longo deste atípico ano económico, pudemos ainda continuar a contar com vários apoios da Indústria o que muito agradecemos, compreendendo o esforço suplementar que isso exigiu. Esperamos que a participação nos eventos da APO em 2014 tenha sido muito proveitosa, desejando melhorar e intensificar futuras presenças em 2015.

Um comentário mais para o Laboratório Abbott, que ao longo dos anos se tem mantido fiel como Sponsor Major dos eventos organizados pela Associação Portuguesa de Otoneurologia. Bem hajam por isso.

O ano de 2015 surge assim, e legitimamente, como um ano de grande responsabilidade para manter e, se possível, melhorar, tudo o que de bom aconteceu em termos Otoneurológicos nacionais.

Os responsáveis organizativos pelos próximos eventos da APO já estão escolhidos, sendo a primeira atividade de 2015, a Reunião de Inverno da APO, subordinada ao tema Otoneurologia e Envelhecimento e  que terá lugar em Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial.

Dando continuidade ao intercâmbio desejado entre Otorrinolaringologistas e Neurologistas, este evento contará com a presença de colegas de ambas as especialidades, prevendo-se cerca de 20 intervenções e consequente discussão sobre o tema escolhido, elaborando-se posteriormente o habitual ́ ́Rapport`` que será distribuído na Reunião Anual da APO.

Seguir-se-ão, em Março a Reunião Ibérica de Otoneurologia em Lisboa e em Junho de 2015, a Reunião Anual da APO.

Contamos como sempre com todos os Sócios da APO para tornar a realidade de 2015, ainda mais interessante e participativa.

Mãos à obra!

Votos de Boas Festas e um Grande e Feliz 2015, são os desejos da APO.

João Gabriel Soares Martins

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