A reunião anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia, decorreu nos passados dias 20 e 21 de Junho, no Algarve. Apesar do período difícil, de grandes restrições que atravessamos, a reunião foi um sucesso, com cerca de 178 participantes. Tivémos a submissão de cerca 40 trabalhos para apresentação como comunicações livres e cartazes e a presença de 12 expositores.

A reunião anual é o principal ponto de encontro dos seus sócios e dos vários intervenientes na área da Otoneurologia, pretendendendo ser transversal às diferentes especialidades interessadas, e um estímulo à participação e  aproximação de novos interveniente para este campo.

Para tal elaborámos um programa que fosse apelativo tanto a Otorrinolaringologistas como a Neurologistas, tanto para especialistas como para internos em formação. Com este intuito foi ainda organizado um curso satélite, com o título de “Abordagem do Doente com  Vertigem” que, contou com cerca de 28 participantes, onde foi discutido, desde a anamnese à abordagem diagnóstica do doente com vertigem, ao tratamento da vertigem posicional.

O tema principal da reunião, foi a síndrome vestibular agudo, prolongamento natural da reunião de inverno, debatido ao longo de uma conferência por Neurologistas e Otorrinolaringologistas. Foram ainda debatidos conceitos do quotidiano, como as Emergências em Otoneurologia ou as novas “guidelines” de abordagem da Paralisia de Bell. Outro tema muito atual e premente que, foi também abordado, foram os aspecto médico-legais em Otoneurologia, cada vez mais do interesse de todos, com particular relevância para a responsabilidade civil médica e avaliação do dano corporal, e que, se reflectiu numa participação intensa da plateia, com diferentes questões a serem colocadas, reflectindo tanto o interesse, como semelhanças e diferenças entre a medicina pública e privada.

Tivémos a felicidade de contar com 21 palestrantes nacionais e 5 internacionais de reconhecido mérito, que partilharam a sua experiência a o longo de 7 conferências. Contámos com a participação do Dr Dario Yacovino e Dr Sérgio Carmona, ambos neurologistas, que abordaram respectivamente, a abordagem às alterações oculomotoras, tratamento da vertigem posicional do canal superior e topodiagnóstico. O dr. Zuma e Maia falou-nos da avaliação vestibular de pilotos de aviação e o dr RegisNouvian, de neuropatia auditiva.

Em conclusão, apesar de uma organização que se revelou laboriosa e difícil de levar a bom termo, pensamos que o saldo final é manifestamente positivo, e esperamos que tenha agradado a todos os que nela participaram. A todos os que vieram ao Algarve, o nosso muito obrigado e esperamos vê-los para o ano.

Até para o ano, na reunião de 2015.

Pedro Araújo

Estamos quase a chegar ao momento da Reunião Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia que este ano decorrerá nos dia 20 e 21 de Junho próximo.
É a primeira reunião magna da Associação na vigência dos actuais Corpos Sociais.
Dificuldades várias em termos organizativos fizeram com que o trabalho para a levar a efeito fosse um pouco mais complicado já que nova Direcção implica novos elementos, novas sensibilidades e novos desafios.
A nossa promessa de manter a APO como organização que reúna os interessados na área da Otoneurologia nos mais variados aspectos deu-nos ânimo para chegarmos a esta fase. A reunião está pronta e organizada. O programa está acabado e felizmente podemos contar com nomes importantes da Otoneurologia tanto nacional como internacional que quiseram aceder ao nosso convite.
O curso satélite, novidade este ano, está pronto e com programa muito sedutor e prático.
O trabalho desenvolvido recaiu sobre os ombros de elementos da actual Direcção que de forma abnegada conseguiram levar por diante a primeira realização deste colectivo, o que não é verdadeiramente fácil por falta de histórico.
Esperamos que os interessados nesta área se sintam motivados, pelos temas que vos propomos e pelos prelectores que chamámos para nos falarem, quer sejam experientes quer sejam somente iniciados. É especialmente para a nova geração que vai grande parte da nossa atenção. É a estes últimos, que queremos seduzir para a área que nos interessa e que é causa muito frequente do sofrimento daqueles que nos procuram.
Esperamos por vós em Albufeira.


Pedro Tomé
Presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia

Após a fase inicial de reflexão e sedimentação das ideias e projectos a APO está em velocidade de cruzeiro.
Decididas que estão as actividades e o figurino que irão nortear as realizações que queremos levar a cabo, escolhidos os intervenientes e esboçados os conteúdos estamos em tempo de projecção das actividades para o ano que se avizinha.
É nossa intenção realizar as reuniões que são já um hábito na APO. Assim para além da Congresso Anual e da Reunião de Inverno cabe-nos organizar a Reunião Ibérica de Otoneurologia que no ano de 2014 cabe à APO levar a bom porto.
É nossa intenção, no que diz respeito ao Congresso Anual, aumentar a sua capacidade de promover um trabalho mais importante e com expressão mais alargada para os mais jovens dando mais projecção à aprendizagem mais sistematizada e dirigida da otoneurologia básica.
A Reunião Ibérica será organizada nos mesmos moldes que tem vindo a apresentar. Assim tentar-se-á manter a gratuitidade de inscrição do autor de comunicações bem como a sua estadia.
A Reunião de Inverno irá manter-se, como tem acontecido em anos anteriores, monotemática e projetará esse tema no Congresso Anual com publicação de resumo.
O site da APO manterá o mesmo modo organizativo e o mesmo responsável dos anos anteriores. Os bons resultados e a imagem da APO que tem projectado levaram a Direcção a pedir ao Dr. Vaz Garcia que se mantivesse como responsável e editor.
O secretariado da Associação vai manter-se a cargo da Diventos.
 
Pedro Tomé

Espero que desta vez é que tenha sido, e que os neurologistas se tenham aproximado, definitivamente, da nossa associação, já que esta se aproximou deles. Na verdade, na última reunião de Inverno, ocorrida em Évora, cerca de um quarto dos participantes eram neurologistas. E quanto a mim, foi uma reunião muito bem sucedida. Contribuiu para isso, para além da excelente organização, o tema escolhido, síndrome vestibular agudo, capaz de interessar, tanto os otorrinolaringologistas, como os neurologistas. Embora ciente de que os primeiros, porque as causas de disfunção da via vestibular, no fundo o elo que une as duas especialidades, são, primordialmente, periféricas, depois porque a investigação cócleo-vestibular é por eles realizada, terão sempre um papel primordial na nossa associação, o envolvimento dos segundos traz a experiência vivida das patologias que envolvem a “segunda parte” da referida via.
No nosso país, ao contrário de outros, é reduzido o interesse dos neurologistas pela otoneurologia, tal como o é para, por exemplo, pela neurooftalmologia. E, no entanto, estas duas sub-especialidades estão intimamente ligadas, anatómica, fisiológica e patologicamente, com o sistema nervoso, e o neurologista tem de lidar, “diariamente”, com elas. Também não será de menosprezar a tentativa de captar mais otorrinolaringologistas para a nossa “causa”. Urge, por isso, tentar mudar este “destino”.
A APO pode ter um papel importante. Primeiro, continuar o caminho agora re(iniciado), através da escolha de assuntos do interesse conjunto dos neurologistas e otorrinolaringologistas para as suas reuniões científicas, e facilitando as respectivas,  presenças nas mesmas. Depois, agir junto das sociedades das duas especialidades, incentivando o intercâmbio de temas (e de médicos) de interesse mútuo nas respectivas reuniões científicas. Finalmente, incentivar os respectivos Colégios da Ordem a incluir nos estágios dos internos das duas especialidades o de otoneurologia, no caso dos dos neurologistas num centro hospitalar onde a investigação funcional cócleo-vestibular seja realizada.
Aproveitemos esta “onda” para a surfar com a habilidade suficiente para que não percamos o entusiasmo de “voltar para o mar”, e o possamos transmitir a novos “praticantes”.

José Pimentel
Neurologista
Vice-presidente da APO

Iniciou-se um novo ciclo na APO. Por força dos estatutos há renovação dos corpos sociais cada triénio.
Foram eleitos os novos membros da Direcção, Assembleia Geral e Conselho Fiscal que comigo aceitaram o desafio de continuar a APO e, se possível, melhorar a sua capacidade de divulgação e formação nos temas que nos interessam.
Espero que com a Direcção, a que tenho o gosto de presidir, se possam manter as actividades que Direcções anteriores implementaram. Para os que nos antecederam fica uma nota de agradecimento pelo esforço que dedicaram à Associação Portuguesa de Otoneurologia.
É meu propósito alcançar novas metas nomeadamente no que diz respeito à participação nas nossas actividades de outros que não quase exclusivamente otorrinolaringologistas.
Conto com o empenho de todos os que aceitaram e me deram o prazer de formar a lista que apresentei e foi sufragada. Para eles o primeiro agradecimento.
 
Pedro Tomé

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