Para Ensinar sempre se recorreu a métodos pedagógicos que têm evoluído ao longo dos séculos, com recurso a diferentes materiais e processos como a escrita cuneiforme, o papiro, a ardósia, o livro, os slides e, desde o século passado e a passos gigantes, às novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), com utilização de LCD, DVD, computadores e internet. Pressupõem, portanto, o ensino à distância. No entanto, o Ensino continua a recorrer ao paradigma de professor/formador – aluno/formando – método pedagógico.
 
O eLearning constitui uma metodologia de aprendizagem que resulta da associação entre Ensino com recurso às TIC e a Educação a Distância. Uma das questões que mais polémica suscita, é a controvérsia ensino presencial, onde o professor/formador debita a matéria prevista, mesmo recorrendo a suportes multimédia (vídeos, Power points, etc.) versus eLearning
Na evolução do eLearning têm ocorrido diversas fases – do deslumbramento à decepção, que não é o momento nem tenho competência para deles tratar. O fundamental é a presença nas plataformas de eLearning de conteúdos pedagógicos (incluindo áudio e vídeo) com os quais os alunos/formandos vão interagir, da responsabilidade de equipas multidisciplinares constituídas por pedagogos, web designers e programadores. À aquisição passiva de informação centradas no Professor/Formador (as antigas “aulas magistrais”) passa-se à aquisição de competências mediante sistemas de base tecnológica, com recurso a jogos, problemas, com a participação e interacção, maior ou menor, dos instruendos, a sua organização em grupos que contactam on-line e com recurso a tutoria. Pensar-se em eLearning como método em que se passam as gravações das apresentações dos professores, equivalentes às velhas sebentas por onde muitos de nós estudaram, não introduz qualquer mais-valia à aprendizagem.  
Nem todos os alunos aprendem à mesma velocidade. Para tanto, contribuem as suas próprias aptidões, motivação, controlo, empatia ou seja a sua Inteligência Emocional. Fundamental é também avaliar os estilos de Aprendizagem de cada aluno. É, pois fundamental a introdução de um modelo pedagógico, como o que utilizamos no nosso Curso de Exploração Funcional Vestibular, o SAFEM-D (Sistema Aberto de Formação e Ensino Multimédia a Distancia) que visa aumentar a rapidez de aprendizagem, a sua eficácia e reduzir a duração da aprendizagem e os custos. 
No nosso curso de eLearning (F. Vaz Garcia, José Tavares e AA Fernandes e col.), baseado no modelo pedagógico e na plataforma da DLC (Distance Learning Consulting), após um Teste de Diagnóstico que fornece um conhecimento prévio dos conhecimentos de cada aluno sobre a matéria, inicia-se o curso que consta de Aulas Virtuais Teóricas e Práticas e dum Sistema Paralelo (trabalho em equipa com recurso a modelos atractivos criados por especialistas em didáctica, psicólogos, web designers). Tem grande flexibilidade: o aluno aprende ao seu ritmo, no seu ambiente, quando quer, em pequenos módulos (mais eficazes). Dos vários módulos que correspondem a diferentes capítulos da Otoneurologia, o formando é avaliado, o que lhe fornece feedback de áreas dos conteúdos que necessitam futuro aperfeiçoamento/desenvolvimento. Os testes são, assim, instrumento de aprendizagem e não apenas mecanismos de avaliação; o aluno serve-se deles e dos quizzes como métodos interactivos. A aprendizagem não é imposta, pois apela às motivações do formando. Este aprende pela sua própria actividade: observação, reflexão e experimentação. O reforço é positivo: satisfação pelo sucesso e pela cooperação; a memorização é facilitada pela actividade e pela descoberta; os formandos determinam a orientação do seu processo de raciocínio.
O nosso curso em eLearning iniciou-se em 2007, com a realização de 2 cursos anuais. Inicialmente com uma duração de 90 horas, em 2015 foi revisto, actualizado e passou a uma duração de 60 horas. Tem sido frequentado preferencialmente por médicos. Desde 2012 verificaram-se 1627 participantes, dos quais 1465 eram médicos (com maior incidência de Medicina Geral e Familiar) e dos restantes não-médicos (135), principalmente especialistas e estudantes de Audiologia. 
Quanto à nacionalidade a maioria foram portugueses: 1523 contra 124 brasileiros.
O nosso curso tem sido gratuito, aberto a todos os profissionais de saúde, e é o único na internet com estas características. Inicialmente financiado pela Solvay, é presentemente mantido pela Mylan. Conservá-lo, com o apoio tutorial exigido e todas as tarefas administrativas, além da necessidade de evitar a obsolescência das matérias e ser necessário criar novas animações, tem custos, como com a formação em qualquer outra área de actividade.  
Dificilmente poderemos  garantir a sua continuidade sem a participação económica dos alunos/formandos. Numa estimativa grosseira calculámos que com 250 inscrições/ano o preço do curso em eLearning será equivalente a um único curso presencial, com 15 participantes...
Ao fim de 10 anos realizámos uma avaliação qualitativa entre o nosso curso e outro equivalente presencial, e verificou-se que  86,45% preferiam o eLearning, contra 13,55 % que escolhiam ainda o presencial. Também quanto aos resultados do Diagnóstico Inicial e os Resultados Finais a diferença é abissal, sendo a média dos Resultados Finais de 92,93%.
Parece inquestionável a importância deste curso e a necessidade de o manter, actualizar e aperfeiçoar. Importante a sua certificação de qualidade - competência que deve ser atribuída à APO. Todos os profissionais que trabalham na área da otoneurologia , nomeadamente no seu período de formação, devem ser obrigados curricularmente a realizá-lo.
 
Com este curso poupa-se dinheiro na formação dos profissionais de saúde.
 
F. Vaz Garcia

Estimados colegas,
 
Nos passados dias 19 e 20 de maio, decorreu mais uma reunião anual da nossa associação, que se saldou, com uma enorme participação, tanto de especialistas como internos ORL e Neurologistas.
 A reunião anual reveste-se de enorme importância, por se tratar da reunião magna da nossa associação, local e momento do ano, onde se podem encontrar os principais especialistas nacionais, debater conceitos e estratégias, fomentando a multidisciplinaridade e a aprendizagem inter-pares. A presença de especialistas estrangeiros, proporcionou um debate mais abrangente, com a apresentação de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas, mas também a possibilidade de estabelecer parcerias e encurtar distâncias. 
De relevo, foi igualmente a enorme participação de internos, de diferentes regiões do país, o que muito nos congratula, demonstrando o período de expansão da otoneurologia em Portugal. A apresentação de trabalhos, de cada vez maior qualidade, reflexo do maior interesse pela área, e do desenvolvimento da otoneurologia em Portugal, que a APO tem patrocinado, com natural reflexo nos cuidados de saúde prestados aos doentes que nos procuram, sendo afinal, este o objectivo último da APO. 
É vontade desta direcção, trazer de forma crescente, para o programa principal de futuras reuniões, a presença destes trabalhos de forma a fomentar a discussão, proporcionar uma ideia mais concreta,  de como trabalham as diferentes unidades do país, tentando uniformizar protocolos de forma a elevarmos o nível de cuidados prestados.
Apesar da ainda, estarmos em tempo de balanço final da reunião, o tempo escasseia e o trabalho desta direcção, não para, estando já a ser preparado o dia da vertigem, a reunião Ibérica em dezembro e já se iniciaram os trabalhos de preparação da próxima reunião anual. Esperamos encontrar-vos a todos nos próximos encontros.
Contamos convosco.
 
Abraço a todos,
 
Pedro Araújo

No inicio de um novo ano, temos de voltar ao trabalho.
A APO tem que prosseguir o caminho criando condições e estímulos para o desenvolvimento da Otoneurologia Portuguesa.
Em primeiro lugar quero dizer-vos que estamos a preservar a História da APO, pois só olhando criticamente para o passado conseguimos projetar o futuro. Neste sentido foi desafiado o Dr. Vaz Garcia a reunir a documentação disponível, ideia que acarinhou e aceitou desde o primeiro momento. 
 
Também o site, meio privilegiado de comunicação está a ser atualizado, passando a disponibilizar informação dirigida ao público em geral.
Estamos a iniciar o processo da criação da subespecialidade de Otoneurologia. E como as associações crescem e se fortificam na partilha de conhecimentos e ações, estamos nesse sentido a organizar as reuniões de 2017.
 
A primeira iniciativa será a Reunião de Inverno que irá decorrer no dia 18 de Fevereiro, em Campo Maior, tendo por tema Vertigem Posicional e cujas conclusões serão publicadas no Rapport dessa reunião e apresentadas numa mesa redonda na Reunião Anual.
 
Em Maio nos dias 19 e 20 irá realizar-se a Reunião Anual que terá lugar em Montargil. Irão ser debatidos vários temas de interesse para internos e especialistas distribuídos em mesas redondas e conferências. Como já é habitual também haverá um Curso teórico-prático que este ano volta a ser sobre Vertigem. Contamos com a presença de preletores nacionais e estrangeiros com reconhecido valor científico.
 
Teremos ainda a Reunião Ibérica que se realizará no último trimestre do ano e cuja organização este ano é da nossa responsabilidade. Contamos no decurso deste ano conseguir realizar uma reunião para internos sobre vertigem em data a anunciar.
 
A presença de todos nestas reuniões é o melhor estímulo para continuarmos estas iniciativas para as quais é necessária persistência, esforço, determinação e cooperação numa época de grandes dificuldades conhecidas por todos.
 
Até breve,
 
Conceição Monteiro

Caros Colegas,
 
Aproxima-se o nosso Congresso Anual a realizar nos próximos dias 19 e 20 de Maio no Hotel Lago em Montargil.
Procurámos trazer temas de interesse não só para a Otorrinolaringologia, como para Neurologia e Imagiologia, dado que  a Otoneurologia tem  tanto de especifico como de transversal às várias especialidades.
Uma especial atenção é dada à formação que vai desde o ensino por e-learning a palestras sobre como construir uma carreira.
Vão ser ainda abordados temas que vão da patologia da base do crânio, ás perturbações da marcha , passando pela imagiologia e pela vertigem posicional, tema que foi abordado de forma exaustiva na reunião de inverno que decorreu em Fevereiro do presente ano.
Como convidados estrangeiros vamos contar com os Drs. Francisco Zuma e Maia que nos vai apresentar uma nova manobra para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna do canal horizontal, Dr. Herminio Pérez Garrigues que nos vai falar sobre nistagmo vibratório, o Prof. Dr. Michel Lacour que nos vai falar sobre compensação vestibular, e o Dr. Miguel Aristegui que vai participar na mesa redonda sobre tratamento da patologia da base do crânio.
Esta é mais uma das formas que encontramos para suscitar o vosso interesse por uma área que nos é “muito querida” e onde podemos partilhar conhecimento numa constante e mutua aprendizagem .
Contamos com a vossa presença, se possível duma forma participativa enviando quer comunicações livres quer pósters. 
Atrevo-me a dizer que não se vão arrepender !!
 
Até breve,
 
Maria Manuel Henriques
 

Após o congresso anual da nossa Associação que se realizou nos dias 26 e 27 de Maio no Grande Hotel do Luso, no qual teve lugar a eleição para os corpos gerentes do próximo triénio, quero agradecer à direção anterior na pessoa do Dr. Pedro Tomé o trabalho desenvolvido em prol da Associação Portuguesa de Otoneurologia.

Neste primeiro editorial como presidente da APO, não posso deixar de agradecer a todos os que me incentivaram e ajudaram a tomar a decisão de me candidatar, nomeadamente os anteriores presidentes Dr. Gabão Veiga, Dr. Vaz Garcia e Dr. Pedro Tomé, bem como todos os colegas que comigo aceitaram este desafio que é grande, mas acredito, não será maior que a nossa vontade.

A APO foi fundada há 19 anos. Percorreu um caminho e  tem uma história de que todos nos devemos orgulhar. Assumo agora as minhas funções de Presidente com muita vontade de levar por diante um projeto em que me revejo e acredito.

O momento que o mundo e em particular o nosso país atravessam traz consigo um conjunto de preocupações que todos muito bem conhecemos, mas a APO não vai cruzar os braços e vamos trabalhar para permanentemente aumentar a qualidade de tudo o que se faz. Para isso é imprescindível o envolvimento de todos e queremos que os mais jovens se interessem pela Otoneurologia e colaborem com a Associação. Só uma construção conjunta do caminho a seguir se traduzirá num sentimento de pertença e consequentemente numa maior participação. Temos todos de dar mais e exigir o melhor de cada um de nós, adaptando-nos à vertigem da mudança do mundo em que vivemos.

Neste sentido e tal como enunciado no nosso manifesto eleitoral as principais linhas orientadoras da nova direção serão consolidar e projetar, sendo o nosso principal objetivo certificar a Otoneurologia como subespecialidade.

A formação de internos e o seu enriquecimento curricular será pois um aspeto importante do nosso projeto. Para tal continuaremos a incentivar a participação nas nossas reuniões e a produção de trabalhos científicos, os quais serão, como é hábito, sujeitos a concurso e os premiados publicados no site.

Estabelecer protocolos de colaboração com outras associações científicas nacionais e internacionais,renovar e dinamizar o site oficial tornando-o o principal veículo de comunicação da Associação com os associados e com a comunidade científica são outros dos objetivos desta equipa, bem como manter a dignidade e qualidade científica das nossas reuniões.

Não nos vamos acomodar com o que já foi conseguido, temos consciência que atingir estes objetivos não é uma tarefa fácil, mas à equipa que comigo tomou posse ninguém lhes regateia mérito, qualidade de trabalho e profissionalismo que irão colocar ao serviço da APO.

A medida do êxito será conseguirmos ter daqui a três anos uma Associação Portuguesa de Otoneurologia mais próxima das nossas ambições.

A  APO necessita do contributo de todos.

Contamos convosco!

Conceição Monteiro

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