Por: Aline Bovolini1, Cristina Freitas Ganança, Fernando Freitas Ganança,
Maurício Malavasi Ganança, Heloisa Helena Caovilla

Resumo:
Objetivo: Comparar as provas calóricas com água e com ar quanto à prevalência de anormalidades da velocidade da componente lenta, predomínio labiríntico ou preponderância direcional do nistagmo em vestibulopatias periféricas crônicas. Método: Foram analisados os achados da prova calórica com água ou com ar de 504 pacientes.
Resultados: Valores de velocidade da componente lenta, de predomínio labiríntico e preponderância direcional anormais foram encontrados em 130 casos (51,6%) à prova com água e em 169 casos (67,1%) à prova com ar. Nas duas provas, a porcentagem de casos com valores absolutos anormais prevaleceu sobre a de casos com predomínio labiríntico anormal
(p<0,001) e preponderância direcional anormal (p<0,001); a porcentagem de casos com predomínio labiríntico anormal (p<0,001) prevaleceu sobre a de casos com preponderância direcional anormal (p<0,001). Na prova com ar, os valores absolutos anormais prevaleceram sobre os valores relativos (p<0,001). Na prova com água, a preponderância direcional anormal prevaleceu (p=0,011) e houve tendência de prevalência de predomínio labiríntico (p=0,076) sobre valores absolutos anormais.
Conclusão: Nas vestibulopatias periféricas crônicas, as provas calóricas com água ou com ar evidenciam prevalência de casos com valores anormais da velocidade da componente lenta sobre os de predomínio labiríntico e preponderância direcional anormais, e de casos de predomínio labiríntico anormal sobre os de preponderância direcional anormal. Na prova com ar, há prevalência de casos com valores anormais da velocidade da componente lenta, enquanto que na prova com água há prevalência de casos com preponderância direcional anormal e tendência de prevalência de casos com predomínio labiríntico anormal. 

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